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Vasco Cordeiro defende “conjugação de vontades” em nome da construção do futuro dos Açores

O Presidente do Governo apelou hoje aos melhores esforços das entidades públicas e privadas, mas também de cada um dos Açorianos, na consolidação do trajeto de crescimento da Região para que seja possível ultrapassar, definitivamente, os tempos de turbulência e de angústia que atingiram os Açores.

“Este é um desígnio que, se é verdade que compete ao Governo impulsionar e promover, não se esgota na ação governativa, antes impele a uma verdadeira conjugação de vontades, uma verdadeira aliança de empenho, de vontade e de determinação entre todos os intervenientes neste processo de construção do futuro da Região Autónoma dos Açores”, afirmou Vasco Cordeiro, na tomada de posse do XII Governo perante a Assembleia Legislativa.

Para o Presidente do Governo, não se trata de cada parceiro abdicar das suas convicções e reivindicações, porque isso não serve a Democracia e a Autonomia, mas sim de “recorrermos a estas convicções e reivindicações como forma de levar os Açores para frente”.

“Da parte do XII Governo dos Açores, a garantia que damos a cada um dos partidos representados nesta Assembleia e, através deles, a cada um dos Açorianos, é que estamos prontos, determinados e empenhados em fazer a nossa parte”, assegurou.

Na sessão solene que decorreu na Assembleia Legislativa, Vasco Cordeiro deixou, por outro lado, a garantia de que, da parte do Governo dos Açores, “estamos e estaremos sempre disponíveis para, como é nossa obrigação, mas sobretudo, como é nossa convicção democrática, responder perante este Parlamento, dialogar em nome do supremo interesse dos Açorianos, para assumir uma verdadeira relação política e institucional entre os órgãos de governo próprio da Região Autónoma dos Açores”.

Na sua intervenção, o Presidente do Governo recordou que, das eleições regionais de Outubro, resultou, também, que os Açorianos privilegiaram a estabilidade política como um bem em si mesmo, garantindo uma maioria parlamentar de apoio ao Governo dos Açores.

“Ousamos pensar que as diferenças políticas e de entendimento de cada um, não podem ser vistas como barreiras intransponíveis, como um maniqueísmo redutor do exercício pleno da democracia, sob pena de se defraudarem as expetativas dos Açorianos depositadas em todos nós no dia 16 de outubro”, disse.

O Presidente do Governo garantiu, por outro lado, que o novo Executivo Regional está determinado em responder aos desafios que os Açores vão enfrentar nos próximos quatro anos, assim como a consolidar os sinais de retoma económica que se registam na Região.

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“O Governo que agora se apresenta aos Açorianos quer privilegiar as políticas interdepartamentais, em especial as relacionadas com a promoção da empregabilidade e do combate à precariedade laboral, a qualificação e o sucesso escolar, o combate à pobreza e à exclusão social, a competitividade e inovação empresariais e a valorização dos recursos naturais e do território, entre outros”, afirmou Vasco Cordeiro, recordando que os últimos quatro anos foram de grandes exigências e de enormes desafios, sobretudo, para as famílias e para as empresas açorianas.

“Nunca viramos a cara à luta, lançamos mão das nossas competências e fomos até ao limite dos nossos recursos para responder às enormes solicitações que nos chegaram – e que ainda nos chegam – das mais variadas origens, bem como para retomar o caminho do crescimento económico e da criação de emprego”, destacou Vasco Cordeiro.

Segundo disse, são estes sinais de retoma económica que “queremos consolidar nestes próximos anos, aproveitando o ambiente e as condições mais favoráveis que existem nos Açores para este objetivo, mas também o relacionamento mais justo e mais compreensivo que, nos últimos tempos, se retomou da República para com a nossa Região”.

Vasco Cordeiro salientou, porém, que não se pode cair na ilusão de que os próximos quatro anos serão marcados pela abundância e pelo facilitismo, um “engano que seria, aliás, rapidamente desfeito pela dimensão dos desafios que todos sabemos bem que temos pela frente”.

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Após ter tomado posse, o Presidente do Governo manifestou ainda a sua preocupação em relação ao fenómeno da abstenção nos Açores, ao alertar que o afastamento do “nosso Povo do processo eleitoral democrático pode fragilizar, estruturalmente, a nossa Autonomia e dar mais força àqueles que, cá dentro ou lá fora, fazem tudo para nos diminuir e empobrecer politicamente”.

“Também da parte do Governo existe a disponibilidade para um trabalho que, liderado por esta Casa, possa contribuir para encontrar novas e melhores soluções para uma desejada e imprescindível reaproximação dos Açorianos com os seus órgãos de governo próprio e com a Autonomia que é propriedade exclusiva do Povo Açoriano”, afirmou.

“E assim pode ser feito, seja incrementando ainda mais soluções de proximidade entre os cidadãos e a sua administração, seja implementando medidas que ajudem a fomentar nos jovens a participação cívica nas suas comunidades, sensibilizando-os, também, para a importância das instituições autonómicas e do sistema democrático, mas, sobretudo, acreditando que o caminho a fazer só pode passar por continuar a trabalhar a favor dos Açores com verdade, com transparência e com esclarecimento quanto às decisões a tomar”, preconizou Vasco Cordeiro.

Na sua intervenção, o Presidente do Governo manifestou à Presidente da Assembleia Legislativa, Ana Luís, a disponibilidade para manter e reforçar o relacionamento institucional com o Parlamento, sempre no mais profundo respeito pelas competências de cada um destes órgãos.

“Assim sempre tem sido ao longo destes cerca de 40 anos e assim continuará a ser, prestigiando-se, por esta via, os órgãos de governo próprio dos Açores e honrando o legado autonómico de que, hoje, somos todos – Assembleia e Governo – fiéis depositários, representantes e promotores”, disse.

Vasco Cordeiro dirigiu-se também aos membros do XI Governo que cessaram funções, deixando o seu reconhecimento, o seu agradecimento e enaltecendo a sua disponibilidade, o seu trabalho e o seu espírito de serviço para, em quatro anos que foram de grande complexidade, sacrificarem uma grande parte da sua vida profissional, da sua vida pessoal e da sua vida familiar, à causa pública.

Texto/Foto: GaCS/PC | Rádio Faial

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