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“Vasco Cordeiro critica privatização nos CTT mas aceita-a na Azores Airlines” afirma o líder do CDS/Açores

O CDS/Açores disse hoje não perceber por que é que o líder do Governo açoriano, o socialista Vasco Cordeiro, “critica a privatização dos CTT” ao mesmo tempo que “quer privatizar” a companhia aérea Azores Airlines.

“Vasco Cordeiro devia envergonhar-se e pedir desculpa às empresas e pessoas pelos atrasos nos correios. Não querendo crer que as declarações de Vasco Cordeiro tenham sido proferidas por ignorância, e foram, antes pelo contrário, reveladoras de má-fé, leviandade e demagogia, as mesmas não dignificam o cargo que ocupa”, vincam os centristas, liderados nos Açores por Artur Lima, em nota enviada às redações.

Em causa estão palavras desta manhã do presidente do Governo dos Açores, para quem “lá e cá”, no continente e nos Açores, as críticas ao Governo Regional sobre os CTT são feitas “exatamente pelos dois partidos políticos que, no Governo da República, tiveram a responsabilidade de privatizar a totalidade” da empresa, numa alusão a PSD e CDS-PP.

“Para o CDS Açores não se percebe porque é que Vasco Cordeiro critica a privatização dos CTT, quando quer privatizar a SATA – Azores Airlines. A referência à privatização é infeliz, hipócrita e patética”, consideram os centristas.

Na nota, são reiteradas críticas ao serviço postal prestado aos açorianos: “Existem nove ilhas na região” e, portanto, “nove realidades distintas”, frisa o CDS-PP, advogando ainda que Vasco Cordeiro “sabe, e isso é ainda mais escandaloso, que os governos socialistas da região e da República não implementaram a concessão do transporte aéreo de carga e correio, previsto no âmbito da liberalização da rota Terceira-Ponta Delgada”.

E concretiza o CDS-PP: “O Presidente do Governo Regional esconde (…) a sua incapacidade de garantir a prestação de serviço aéreo de carga e correio na rota Lisboa-Terceira-Ponta Delgada-Lisboa ou Lisboa-Ponta Delgada-Terceira-Lisboa, quando se previa exatamente que a capacidade de carga e de transporte do correio iriam diminuir com a liberalização das rotas referidas”.

Lusa/Rádio Faial | Foto: CDS

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