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SATA estima terminar 2018 com prejuízos “similares ou ligeiramente superiores” a 2017

O presidente da SATA estimou hoje que a transportadora aérea açoriana termine 2018 com “prejuízos similares ou ligeiramente superiores aos de 2017”, mas adiantou que a empresa pretende concluir a definição da reestruturação financeira em novembro.

“A nossa estimativa para 2018 ao nível dos prejuízos é similar a 2017 ou ligeiramente superior e, conforme o plano para 2019, estamos convictos que os prejuízos irão reduzir em 50 ou mais por cento para que, a partir de 2020, se continue a fazer essa redução e então, em 2021, atingir o objetivo de obter um lucro operacional”, afirmou António Teixeira, em declarações aos jornalistas.

O presidente da SATA falava, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, após uma audição de mais de quatro horas, na Comissão Eventual de Inquérito ao Setor Público Empresarial Regional e Associações Sem fins Lucrativos Públicas.

O responsável já tinha sido ouvido em sede da mesma comissão a 13 de setembro, voltando hoje ao parlamento, numa inquirição requerida pelo PS.

O grupo SATA apresentou em 2017 um prejuízo de 41 milhões de euros.

Frisando que “a viabilização é possível”, o presidente da SATA, referiu aos deputados que, “em 2018, os prejuízos serão ligeiramente superiores aos de 2017”.

Aos jornalistas, António Teixeira acrescentou ainda que é a Azores Airlines que está “a contribuir mais” para o prejuízo da empresa, acrescentando que “as causas são as mesmas que em 2017”.

O presidente da SATA disse, no entanto, que o grupo estima “ter concluída a definição da reestruturação financeira em novembro”.

“Estão a ser tomadas todas as medidas possíveis em conjunto com o acionista (o Governo dos Açores) no sentido de obter um financiamento para resolver os principais problemas a nível de tesouraria e estamos a trabalhar neste momento com a urgência possível para que, durante o mês de novembro, esta situação fique resolvida”, explicou, sem especificar para já qual o montante deste empréstimo.

António Teixeira sustentou que o objetivo “é criar liquidez à SATA para que, depois deste reequilíbrio financeiro”, se possa “conseguir trabalhar intensivamente na eficiência ao nível operacional e a reestruturação e verticalização da organização”.

A transportadora islandesa Loftleiðir Icelandic apresentou uma proposta para a aquisição de 49% do capital social da Azores Airlines após ter sido pré-qualificada na primeira fase do processo.

O grupo SATA anunciou em 17 de abril que a empresa foi pré-qualificada para a segunda fase do processo de negociação da alienação de 49% do capital social da Azores Airlines.

Quanto ao tema da privatização, o presidente da SATA esclareceu os deputados que o único concorrente “solicitou formalmente a 17 de outubro um conjunto de informações”.

“Se o parecer final técnico-jurídico for no sentido de a SATA ter que disponibilizar essa informação mais pormenorizada, será facultada”, adiantou.

O presidente da SATA adiantou também que “existe cerca de quatro milhões de euros de dívida à SATA que ainda não foi certificada pelo Governo regional”, mas que a empresa está “a trabalhar” com o executivo “no sentido de se chegar a uma conclusão para que esta despesa pública possa ser certificada” e ser paga.

Lusa/Rádio Faial | Foto: Direitos Reservados

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