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SATA abre programa de pré-reformas para funcionários com mais de 59 anos

O conselho de administração do grupo SATA abriu um programa de reformas antecipadas para os trabalhadores com mais de 59 anos, no âmbito do processo de reestruturação da companhia aérea açoriana.

Numa comunicação interna, a que a agência Lusa teve acesso, a administração da transportadora regional solicita aos seus colaboradores que façam chegar à direção de Recursos Humanos, até ao próximo dia 30 de setembro, “a expressão da sua vontade” em aderir a este programa de reformas antecipadas.

“Estamos perante uma fase preliminar de auscultação, ainda longe da implementação, mas que é indispensável para aferir o impacto desta medida na organização e para antever e acautelar, de forma mais objetiva possível, cada situação que se apresente”, pode ler-se na carta enviada pela SATA aos funcionários.

A administração da transportadora aérea recorda também, na mesma missiva, que esta era uma das medidas de reestruturação da SATA, já anunciadas em março passado, e também aquela que suscitou mais “questões e entusiasmo” por parte de alguns funcionários.

“Percebemos, ao longo do tempo, que para alguns de entre vós, este será um momento, há muito esperado”, adianta a mesma comunicação, esclarecendo que, nesta auscultação “apenas serão considerados os colaboradores que já completaram os 60 anos de idade”, ou que completem no corrente ano ou em 2020.

Este programa de reformas antecipadas na SATA, que deverá ficar concluído até final do ano, está relacionado com os “grandes constrangimentos” que a companhia aérea tem vivido, nos últimos meses, quer a nível operacional, quer a nível financeiro.

A Lusa procurou obter comentários junto da administração da transportadora regional, mas até agora não obteve qualquer resposta.

Em 2018, a companhia aérea pública açoriana registou um prejuízo de 53,3 milhões de euros, um agravamento de 12,3 milhões face ao ano de 2017.

Na apresentação das contas, o presidente da empresa, António Teixeira, manifestou a intenção de baixar os prejuízos em 2019 para cerca de metade do registado em 2018.

Lusa/Rádio Faial | Foto: Direitos Reservados

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