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“Requalificação da Frente Mar da Horta carece de articulação com outros investimentos” considera o PSD/Faial

O PSD/Faial considerou hoje que a recente apresentação pública do projeto para a requalificação da Frente Mar da cidade da Horta confirma “as carências esperadas em torno da iniciativa”, nomeadamente “a falta de articulação com outros investimentos estruturantes para a ilha e para a cidade, como a 2º fase do reordenamento do Porto, ou a construção da 2ª fase da Variante à Horta, este último cancelado pelo Governo Regional”, referem em comunicado.

“Não contestamos a intervenção, mas sim o adiamento que a mesma sofreu ao longo dos anos, a falta de articulação com outros investimentos e a gestão eleitoralista que a Câmara da Horta e o Governo Regional têm feito da situação”, avançam os social democratas.

A comissão política presidida por Estevão Gomes reforçou a necessidade “de uma intervenção global e integrada na Frente Mar da Horta, mas devidamente estudada e capaz de potenciar a modernização e o desenvolvimento da cidade”.

“Os anos têm-se passando e, entre desculpas, contradições e promessas não cumpridas, a intervenção continua por concretizar”, criticam, lembrando que, ao contrário do que se impunha fazer, “as sucessivas câmaras socialistas optaram por efetuar, designadamente na Avenida Marginal, pequenas intervenções desconexas e sem um projeto ou visão unificadora”.

O PSD local critica igualmente “a gestão meramente eleitoral que Câmara e Governo têm feito do assunto, se não vejamos: Em 2008 o presidente da Câmara anunciou que o Governo ia fazer um estudo prévio para a frente mar da cidade da Horta”

“Em 2011, o compromisso era de parceria com a Câmara Municipal, com o Governo a dizer que iria vai realizar o projeto com vista à requalificação da via marginal”.

“Em 2012, o Governo e a Câmara assinaram um contrato ARAAL de 325 mil euros, para estudos e projetos necessários à intervenção”.

“Em fevereiro de 2016, voltam a assinar novo contrato, desta feita no valor de 150 mil euros, para o mesmo fim”.

“E em fevereiro de 2017, as mesmas entidades celebram uma alteração ao contrato de fevereiro de 2016. Tem sido esta a gestão, nos últimos nove anos, de uma das mais importantes obras a efetuar na ilha do Faial”, frisam os social democratas.

“Gastou-se dinheiro dos contribuintes, e pelo meio ainda se fizeram obras que contribuído mais para destruir a imagem da Avenida Marginal do que para a requalificar”, lamenta o PSD/Faial.

A estrutura presidida por Estevão Gomes defende ainda que a intervenção “devia igualmente ter em conta o processo do saneamento básico, para que as verbas fossem aplicadas de modo adequado, nomeadamente as provenientes de fundos comunitários”, concluem.

Texto/Foto: CPI do PSD/Faial

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