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PSD/Açores lamenta que Carta das Obras Públicas seja apenas para eleitor ver

O PSD/Açores lamentou, esta quarta-feira, que “a quebra no investimento público verificada nos Açores, nos últimos anos, esteja a contribuir em muito para a grave crise em que mergulhou o sector da construção civil regional e para o atual elevado nível de desemprego”.

Numa intervenção no Parlamento regional o deputado social democrata açoriano Cláudio Lopes recordou que “este governo regional é responsável por isso” como se comprova “pela fraca taxa de execução da Carta Regional das Obras Públicas que previa em quatro anos um investimento público superior a 620 milhões de euros, realizando obras em todas as nossas ilhas, e que passados dois anos tem uma taxa de execução que nem atinge os 30 por cento”.

“A Carta Regional das Obras Públicas não passa assim de mais um equívoco político ou de uma mentira política porque não cumpre os calendários nela previstos nem tem reflexo nos Planos anuais de investimento”, disse.

“O incumprimento das promessas socialistas e as cada vez mais baixas execuções verificadas nos Planos anuais de investimento, não credibilizam estes documentos, nem geram confiança a ninguém”, acrescentou.

Para Cláudio Lopes, “os 730 milhões de euros do Plano proposto para 2015, não significam investimento público real. Significa uma dotação que vai servir para pagar compromissos do passado e apenas uma pequena parcela para investimento novo, cuja execução material e financeira ainda havemos de vir a avaliar”.

“Lamentamos, que num tempo de crise económica e social grave e preocupante que se vive na Região, nas empresas e nas famílias açorianas, haja lugar neste Plano para alguns caprichos como é o a Casa da Autonomia. Um gasto desnecessário que ultrapassa 3 milhões de euros. Este dinheiro daria para colmatar tanta necessidade das famílias açorianas que passam dificuldades”.

O deputado do PSD/Açores, apontou ainda o exemplo do Pico que “como em geral em todas as ilhas da Região, há obras que rolam anos sucessivos, de plano em plano, sem qualquer execução. Algumas acabam por desaparecer. Outras só veem a luz do dia apenas ao fim de 6, 8, 10 ou 12 anos, até 17 anos, como é o caso da Nova Escola das Lajes do Pico, atualmente em construção”.

“Há ainda outras, que sendo uma prioridade das prioridades, como o reordenamento do Porto Comercial em São Roque do Pico, constam dos Planos, com dotações ridículas, para fingir que se faz, sem nada se fazer. Apesar de, há mais de 2 anos, Vasco Cordeiro ter ido ao Pico, em ano de eleições, atestar que a obra seria feita, apresentando o respetivo projeto.

De lá até hoje, só temos tido conversa de embalar”, concluiu.

Texto/Foto: PSD/Açores/ Açores9 | Rádio Faial

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