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Projeto “HORTA à MESA” é uma proposta do PAN Faial à Comissão de Festas da Semana do Mar 2017

O Partido Pessoas Animais Natureza da Ilha do Faial (PAN Faial) propôs à Comissão de Festas da Semana do Mar 2017 a criação do projeto HORTA à MESA estimulando a oferta de opções hortícolas e sem produtos de origem animal, nas refeições servidas, para o público que participa ou nos visita, nesta que é a maior festividade da Ilha do Faial.

Em 2007 existiam em Portugal cerca de 30.000 vegetarianos, segundo a Associação Vegetariana Portuguesa. Em 2014 a Associação Portuguesa de Medicina Preventiva veio a divulgar que, à essa data, já cerca de 200.000 portugueses seguiam dieta vegetariana. O aumento do número de pessoas a seguir este tipo de dieta, isenta do consumo de carne e peixe (entre outros produtos), tem vindo a aumentar de ano para ano pelas mais diversas razões, assim como o número de restaurantes que oferecem refeições, exclusivamente, vegetarianas tem aumentado significativamente todos os anos.

Além do número crescente de vegetarianos, há também não-vegetarianos que apenas desejam, esporadicamente, diminuir o consumo de produtos de origem animal e temos ainda os turistas que nos visitam e que procuram refeições descontraídas e alternativas onde não deve faltar petiscos saborosos típicos logo consideramos que há procura suficiente permitido um retorno positivo, com a implementação da iniciativa.

A Assembleia da República aprovou, em votação final global, um projeto de lei que resulta da fusão dos diplomas do PAN, Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Ecologista os Verdes (PEV), para que se introduza um menu vegetariano nas cantinas públicas. Esta iniciativa assenta em motivações de saúde, éticas, ambientais e pedagógicas. O PAN pretende também combater discriminação contra quem segue a dieta vegetariana. As propostas surgiram na sequência da “Petição pela inclusão de opções vegetarianas nas escolas, universidades e hospitais portugueses”, que recolheu cerca de 15.000 assinaturas e que foi discutida em plenário em junho de 2016.O projeto de lei será agora publicado em Diário da República e deverá entrar em vigor daqui a cerca de dois meses.

Conhecendo a realidade atual e apesar das opções já existentes queremos propor que haja efetiva adesão dos restaurantes e tascas, participantes na festividade, com a inclusão de um ou mais prato(s) específico(s), nas suas ementas, devidamente identificado(s). Além de identificarem as refeições e petiscos nas ementas, propomos a criação de um dístico próprio para atribuir aos estabelecimentos que se comprometessem com o projeto.

“Assim promovemos um modelo de consumo alimentar tendo por base a Roda dos Alimentos, com a presença maioritária de vegetais como hortícolas, frutos, cereais e leguminosas. Pretendemos aproveitar a produção vegetal, sua diversidade e sazonalidade, existente na ilha. A tradição gastronómica local já se baseia em produtos de origem vegetal (favas, inhame, batata doce, entre outros), frutas (banana, ananás e outras) passando também pelo pão de milho, são alguns exemplos”.

Além dos produtos tradicionais locais pode existir uma harmonia de sabores, entre passado e presente, com introdução de saladas refrescantes e deliciosos acompanhamentos tais como: salsicha, hambúrguer, alheira, chamuça, empada ou  rissol vegano.

Esta iniciativa representa a oportunidade para a inclusão de uma alternativa vegetariana nas ementas apresentadas e, por essa razão, estas tem várias motivações, não só numa função pedagógica, permitindo que quem participa e nos visita tenha contato com este tipo de alimentação e suas vantagens, assim como motivos ambientais, motivos de saúde, e para impedir a discriminação das pessoas que já seguem esta alimentação e que dificilmente conseguem fazer uma refeição que garanta diversidade cumprindo as regras de uma alimentação saudável e equilibrada, durante a Semana do Mar.

Recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU) voltou a insistir na promoção e utilização do termo “Dieta Sustentável”, conceito que reflete o desenvolvimento de padrões alimentares saudáveis para os consumidores mas também para o Ambiente. Assim, uma Dieta sustentável “deve ter um baixo impacto ambiental contribuindo para padrões elevados de segurança alimentar e de saúde das gerações futuras”.

No que toca às eventuais dúvidas que possam surgir em relação à alimentação vegetariana a Direção Geral da Saúde (DGS) divulgou, em Julho de 2015, o trabalho “Linhas de Orientação para uma Alimentação Vegetariana Saudável”; em relação à alimentação vegetariana nas crianças, a DGS divulgou, em Abril de 2016, o manual “Alimentação Vegetariana em Idade Escolar” que elucida sobre as principais reocupações. Segundo a DGS, as dietas vegetarianas têm benefícios importantes, como a redução da prevalência de doença oncológica, obesidade, doença cardiovascular, hiperlipidemias (gorduras no sangue), hipertensão, diabetes.

A proposta foi entregue na passada terça-feira e na sexta-feira recebemos a comunicação que foi aceite. Neste sentido o PAN Faial irá reunir com a comissão de festas para acertar os últimos pormenores. Queremos agradecer e felicitar a comissão de festas da Câmara Municipal da Horta pela prontidão na resposta à nossa iniciativa e pela aceitação do projecto.

Texto/Foto: GI-PAN/Faial

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