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Professores apupam presidente do Governo dos Açores e exigem descongelamento da carreira

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, foi hoje apupado no exterior do parlamento regional, na Horta, por cerca de uma centena de professores que se manifestava na rua, exigindo o descongelamento da carreira docente.

“Vasco, escuta, os professores estão em luta”, entoaram os docentes, que envergavam t-shirts pretas com a frase “professores em luta”, apelando a que o executivo açoriano utilize a “autonomia” que a Região possui, em matéria de Educação, para adotar uma solução para resolver o impasse na progressão da carreira docente.

O chefe do executivo, que atravessou a estrada em frente ao parlamento, para ouvir os manifestantes, teve de interromper o seu discurso por mais de uma vez, atendendo às palavras de ordem e aos cânticos entoados pelos manifestantes.

“Desta maneira, vamos todos para a Madeira”, gritaram os professores, numa alusão à reposição do tempo de serviço, determinada pelo executivo madeirense.

“É uma questão de respeito”, argumentou Vasco Cordeiro, referindo-se à forma como foi interrompido pelos professores, que acabaram por fazer silêncio e permitir que o presidente do Governo terminasse o raciocínio, esclarecendo que não estava ali para “convencer ninguém” dos seus argumentos, mas apenas para clarificar a posição da tutela sobre este assunto.

O presidente do executivo adiantou que o Governo está “confiante” de que o Ministério da Educação e os sindicatos de professores vão chegar a um entendimento sobre o descongelamento da carreira docente a nível nacional, adiantando que, tal como já tinha prometido, a Região irá adotar a mesma decisão que for acordada em Lisboa.

Já durante a manhã, num debate de urgência no parlamento, sobre Educação, suscitado pelo Bloco de Esquerda, Vasco Cordeiro explicou que a Região vai aguardar pela decisão que o Governo da República adotar a nível nacional, para só depois tomar uma decisão.

“A solução global para este assunto deve ser avaliada no seu conjunto e podem, no decurso deste processo negocial, surgir questões que não estão na área de competências da Região”, justificou, na altura, o chefe do Governo, insistindo que a atitude mais correta é aguardar pela conclusão das negociações em Lisboa.

Apesar disso, todos os partidos da oposição com assento parlamentar (PSD, CDS, BE, PCP e PPM), defenderam no parlamento, e repetiram a argumentação junto dos manifestantes, de que a região não necessita de aguardar por um entendimento a nível nacional para acabar com a discriminação da carreira docente nos Açores.

Lusa/Rádio Faial | Foto: Direitos Reservados

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