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PPM vai apresentar voto de protesto sobre comentário homofóbico de autarca do Pico

O PPM anunciou hoje que vai apresentar um voto de protesto no parlamento dos Açores no seguimento de um comentário homofóbico do presidente da Câmara das Lajes do Pico.

A representação parlamentar do PPM advoga, em comunicado, que o PS/Açores deve retirar o apoio político a Roberto Silva, se o autarca não se retratar publicamente pelo comentário homofóbico que dirigiu a um responsável de uma associação cultural.

Em causa está um email interno de resposta a um pedido de apoio da MiratecArts, em que Roberto Silva utilizou uma expressão homofóbica ao referir-se ao dirigente da associação cultural, Terry Costa.

O email remonta a julho, mas foi divulgado em comunicado na segunda-feira e surgiu na sequência de uma proposta, apresentada pela associação, de oferta de livros a crianças e jovens da autarquia durante a Semana dos Baleeiros.

Para Paulo Estêvão, deputado regional do PPM, “este género de comportamentos intolerantes, discriminatórios e homofóbicos não podem passar em claro e sem consequências”, razão pela qual defende que “o PS/Açores e o seu presidente, Vasco Cordeiro, têm de exigir um pedido de desculpas imediato por parte do autarca que exerce funções políticas nas suas filas e em seu nome”.

Em relação a Roberto Silva, o deputado defende que o autarca “tem de retratar-se, ou ser obrigado a isso por parte do partido que o apoia e o sustenta politicamente”, acrescentando que “sem um pedido público de desculpas por parte de Roberto Silva a representação parlamentar do PPM não vê que existam condições políticas para que o PS/Açores possa manter a confiança política no presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico”.

A estrutura regional do Partido Socialista demarcou-se e repudiou as declarações do autarca, que, segundo o deputado regional eleito pelo Pico Miguel Costa, “não refletem de forma alguma a postura de respeito e de defesa que o PS sempre tem tido com todos, independentemente das suas legítimas opções de vida e orientação sexual”.

PSD, CDS, BE e PAN criticaram também a atuação do autarca e pedem igualmente consequências políticas para o caso.

O CDS, em concreto, pede aos “competentes órgãos jurisdicionais e de tutela administrativa” um “devido e exigível procedimento de inquérito de forma a apurar a responsabilidade inerente ao inadmissível ato praticado pelo presidente da Câmara da Lajes do Pico no exercício das suas funções”.

O autarca, contactado pela agência Lusa, declarou, por escrito, não querer comentar a situação.

Roberto Silva lidera a autarquia desde 2009.

Lusa/Rádio Faial | Foto: Direitos Reservados

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