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Pólo Local de Desenvolvimento e Coesão Social do Faial a avançar

Foi hoje apresentado no Teatro Faialense o Pólo Local de Desenvolvimento e Coesão Social (PLDCS) para a ilha do Faial, parte integrante da Rede Regional de Polos de Desenvolvimento Local e Coesão Social.

Na cerimónia estiveram presentes a secretária regional da Solidariedade Social, Andreia Cardoso, a vogal do Conselho Diretivo do Instituto de Segurança Social dos Açores (ISSA), Natércia Gaspar, e a vereadora Ester Pereira, da Câmara Municipal da Horta (CMH).

A implementação do organismo terá de passar pela fase de Diagnóstico Social Participativo, com a participação de todas as entidades locais de diversos setores de atuação, quer seja desportivo, cultural, de apoio social, entre outros. A esta fase seguem-se o Plano Anual de Ação, a ser elaborado todos os anos, e um plano quinquenal, o Plano de Desenvolvimento e Coesão Social, no qual devem constatar os objetivos a alcançar no prazo de cinco anos.

A supervisão e coordenação dos PLDCS regionalmente falando é da responsabilidade da secretaria regional da Solidariedade Social, pela mão do ISSA, embora a orgânica funcione de forma descentralizada e com bastante poder ao nível de autonomia e decisão por parte das entidades locais responsáveis, no caso a Divisão de Ação Social do Faial.

Os polos espalhados pela região são constituídos por unidades territoriais, ou só uma freguesia ou uma agregação de freguesias, ao nível de cada concelho ou ilha. Pretende-se que os integrem membros das autarquias, serviços públicos, instituições particulares de solidariedade social, cidadãos individuais e outros que se justifique tomarem parte. A lógica de trabalho destes é orientada para a intervenção comunitária e local que promova o desenvolvimento, coesão social e rentabilização de recursos existentes, tendo em vista uma atuação mais célere e eficaz.

No entender da secretária regional “as oportunidades e ameaças das sociedades atuais exigem a implementação de metodologias inovadoras que compreendam o desenvolvimento social no contexto de políticas integradas” daí aa implementação deste modelo ,tido por Andreia Cardoso como inovador, por forma a promover a “governança partilhada ao nível local, valorizando a participação ativa das comunidades, das pessoas e das instituições locais que façam dos territórios um espaço para todos, pensado e construído por todos”.

A governante deixou ainda explicita a crença de que estes serão “espaços de excelência de mobilização das comunidades” na identificação dos problemas inerentes a cada unidade territorial nas diferentes vertentes, a coresponsabilização no planeamento e criação de respostas inovadoras às problemáticas.

“Entendemos que os polos devem ter uma dimensão não apenas social, mas que considerem também as dimensões económica, cultural, ambiental, territorial, cognitiva e política do desenvolvimento sustentável de base local. Consequentemente, devem incorporar os parceiros pertinentes nesses vários domínios” reforçou a secretária regional.

Andreia Cardoso apelou à mobilização de todos os agentes intervenientes, lembrando que “a atribuição de um papel ativo à população na identificação dos problemas e soluções a partir das suas necessidades específicas pode levá-la a tornar-se coadjuvante das ações públicas e na construção de objetivos coletivos”.

A vereadora Ester Pereira, da CMH, vê a criação deste pólo com bons olhos e como um complemento que pode “ potenciar todas as respostas sociais que o concelho da Horta já possui nas mais variadas áreas, rentabilizando-as em prol das pessoas”.

A apresentação detalhada do PLDCS aos representantes das entidades presentes foi da responsabilidade de Natércia Gaspar, vogal do ISSA. Durante o mês de abril vão ocorrer as primeiras reuniões coordenadas pela divisão de Ação Social do Faial com as entidades para se dar início ao processo de implementação da rede na ilha azul.

Texto/Foto: Tribuna das Ilhas | Rádio Faial

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