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Perto de 100 docentes manifestam-se junto ao parlamento dos Açores

Perto de uma centena de professores manifestou-se hoje de manhã junto ao parlamento dos Açores, na cidade da Horta, em dia de greve dos profissionais na região, para voltar a exigir a contagem integral do tempo de serviço congelado.

Vestidos de negro e empunhando cartazes, os professores, oriundos das ilhas do Faial, Pico e São Jorge, entoaram várias palavras de ordem, como “tempo trabalhado, tempo contado”, “autonomia” e ainda “desta maneira vamos todos para a Madeira”, uma vez que na região autónoma governada por Miguel Albuquerque já se procedeu à contagem do tempo de serviço congelado.

“Não vamos parar, não nos vamos calar. Somos roubados, mas não vamos ficar calados e vamos exigir justiça pelo tempo trabalhado que não foi, efetivamente, contado”, justificou Cristina Rosa, uma das porta-vozes do grupo de professores que se manifestou em frente à Assembleia Legislativa dos Açores, na ilha do Faial.

O Sindicato dos Professores da Região dos Açores (SPRA) anunciou em setembro a realização de uma greve no dia 04 de outubro, exigindo a recuperação total do tempo de serviço congelado.

Os docentes, que já se tinham manifestado junto ao parlamento noutras ocasiões, com a mesma reivindicação, repetem agora que não vão baixar a guarda enquanto o assunto não for resolvido.

“A luta já dura há algum tempo, o Governo Regional está a ser intransigente e nós vamos continuar até a nossa situação ser resolvida e até ser feita justiça e o nosso tempo ser contado na totalidade”, insistiu Cristina Rosa.

Hildeberto Peixoto, outro dos porta-vozes do grupo de docentes, foi recentemente ouvido pela Comissão de Assuntos Sociais do parlamento e disse hoje aos jornalistas não ter dúvidas de que o PS, que está em maioria na Assembleia Regional, é o principal entrave à resolução do problema.

“A sensação com que fiquei foi de que o Partido Socialista não tem interesse em resolver o problema dos professores dos Açores num curto espaço de tempo”, lamentou a docente, acrescentando que os deputados socialistas estão a “tentar empurrar este assunto para 2019”, mas isso “é absolutamente inaceitável”.

Lusa/Rádio Faial | Foto: Paula Decq Mota

 

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