There are no ads, please add some

Parlamento aprova por unanimidade projeto de descontaminação do CDS

A Assembleia Regional dos Açores aprovou hoje, por unanimidade, o projeto de resolução apresentado pelo CDS no sentido de exigir ao Governo da República Portuguesa a reparação dos danos ambientais causados pelas forças norte-americanas estacionadas na Base das Lajes.

Artur Lima salientou que quase uma década depois das primeiras notícias e do começo de uma inação inqualificável do conjunto do poder político, e em que nada foi feito perante o problema de saúde pública mais grave da história da autonomia, “sempre foi o CDS que exigiu a descontaminação. Finalmente conseguimos. A descontaminação sempre foi um compromisso que assumimos com os terceirenses e que sempre defendemos nesta Assembleia. Para nós o que sempre esteve e está em causa são os Açores e os Açorianos. E nisso o nosso povo pode estar certo. Nunca prescindiremos de em liberdade defender os seus direitos e os seus interesses. O direito à vida e à saúde dos nossos concidadãos estão em primeiro lugar e o CDS congratula-se por esta Assembleia finalmente ter-se pronunciado sobre o assunto.”

Para Artur Lima, a contaminação, além de um problema ambiental, é também um problema de saúde pública.  Com base em dados para um estudo que está a ser desenvolvido pela unidade de Angra da Escola Superior de Saúde e pela Universidade de Massachusetts, campus de Dartmounth, a incidência de cancro na Praia da Vitória é verdadeiramente preocupante. A título de exemplo, e considerando que “a Praia da Vitória detém 8,52% da população da região, no concelho praiense estão 33% dos cancros de olhos e anexos oculares, 22,2% de cancros das glândulas salivares, 21,13% de cancros do colo do útero, 11,84% de cancros do ovário e 12,8% dos cancros da bexiga e do cérebro, entre outros.” Estes dados, segundo o professor Norberto Messias, “têm uma justificação: a atividade militar desenvolvida na Base das Lajes.” O professor Norberto Messias diz ainda que “é preciso fazer qualquer coisa. Esperemos que não tenha de morrer uma ilha inteira.”

Perante a dimensão deste problema, importa agora que todos juntos trabalhemos com responsabilidade no sentido de deixar para as futuras gerações uma região onde possam viver e realizarem-se como pessoas nas suas terras.

CDS/Rádio Faial | Foto: CDS

About The Author

Related posts