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Orçamento regional para 2018 é “da consolidação da retoma”

O PS/Açores considerou hoje que a proposta de Orçamento regional para 2018 é “da consolidação da retoma” e admitiu que o partido, maioritário na Assembleia Legislativa, possa acolher contributos de outras bancadas.

No final de uma reunião com responsáveis da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, o vice-presidente do grupo parlamentar do PS na Assembleia Legislativa Francisco César explicou que a iniciativa foi “o culminar de cerca de 22 reuniões com responsáveis setoriais da sociedade civil”.

“Terminámos esta reunião com os representantes dos patrões exatamente com a postura que tivemos desde o início, ou seja, a de ouvir e a de receber o máximo de contributos que nos possam ajudar a melhorar este plano de investimentos”, afirmou Francisco César.

Segundo o deputado, o PS/Açores irá “preparar um conjunto de alterações ao Orçamento”, mas salvaguardando vários princípios, o primeiro de que este “é um Orçamento da consolidação da retoma, que está à vista”.

“Em segundo lugar, este é um Orçamento da recuperação dos rendimentos. As famílias vão ter no próximo ano mais rendimentos do que tiveram este ano, fruto de um desagravamento fiscal, do descongelamento das carreiras e de um conjunto de apoios que o próprio Orçamento e Plano contemplam”, adiantou.

Para Francisco César, a proposta, que vai ser debatida e votada no final deste mês no parlamento regional, “tem como objetivo apoiar a criação de emprego”.

“O emprego tem vindo a crescer na nossa região, é tempo de ajudar a que esse crescimento se mantenha e, sobretudo, para que este emprego se consolide”, continuou, reconhecendo que mais do que haver mais pessoas empregadas, “a qualidade do emprego destas pessoas tem de ser melhorada”.

Questionado se o partido pondera acolher contributos que decorreram das reuniões, Francisco César admitiu aceitar contributos que, “em primeiro lugar, mantenham aquilo que é um princípio básico nos orçamentos do Partido Socialista, que é o seu equilíbrio”, mas que também sejam “programaticamente aceitáveis, ou seja, que respeitem aquilo que é a vontade da maioria dos açorianos”.

“Portanto, sendo benéficos, sendo neutrais do ponto de vista orçamental e sendo de acordo com aquilo que os açorianos querem e que depositaram no partido que é seu representante maioritariamente, nós obviamente iremos aceitar e iremos propor essas alterações no âmbito da discussão”, declarou.

E à pergunta se admite aceitar propostas de alteração de outros partidos, Francisco César respondeu: “Tudo o que vier por bem é bem-vindo, desde que cumpram aqueles princípios, ou seja, quando se propõe gastar mais dinheiro (…) é necessário perceber onde se vai poupar”.

“Se uma determinada proposta for uma boa proposta e que tenha ao mesmo tempo sinal de onde é que deve ser poupado, obviamente que estamos disponíveis para as aceitar, discutir e viabilizar”, acrescentou.

Lusa/Rádio Faial | Foto: PS

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