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O Faial mudou há 20 anos… 1998-2018

Era madrugada, 09 de julho de 1998, um terramoto de magnitude de 5,9 na escala de Richter, fez “ruir o Faial” destruindo muitas moradias no unico concelho da ilha, concelho da Horta. A freguesia da Ribeirinha pelo fato de ser o local mais próximo do epicentro, a aproximadamente 5 km, este alcançou a intensidade VIII-IX Mercalli.

Além da destruição de grande parte do parque habitacional do Faial e das mortes que causou, cinco mortos só na freguesia da Ribeirinha onde a população rondava os cerca de 500 habitantes, o que representa 1% dos residentes da freguesia. Numa prespetiva mais alargada, ficamos com a noção de como poderia ter sido muito trágico se tal destruição tivesse atingido a cidade da Horta, onde prevaleciam as casas tradicionalmente construídas em pedra e barro.

Nas freguesias Pedro Miguel e Salão, freguesias distantes do epicentro mas mesmo assim relativamente perto, aconteceram mais três óbitos e os danos fizeram-se notar estendendo-se por toda a ilha do Faial, Pico e ainda São Jorge.

Na altura, houve uma grande preocupação sobre o que é que podia acontecer, em termos sociais devido às “reduzidas condições de habitabilidade”.

O processo de reconstrução da ilha foi liderado pelo Governo Regional dos Açores, que investiu mais de 255 milhões de euros na construção, reabilitação e recuperação de habitações, abrangendo mais de três mil famílias.

O processo de reconstrução acabou por provocar uma significativa alteração arquitetónica na ilha do Faial, sobretudo nas freguesias rurais, onde as pequenas moradias de pedra e barro acabaram por dar lugar a novas casas, construídas com blocos, ferro e cimento.

Volvidas duas décadas, ainda existem marcas da destruição provocada pelo sismo de 1998 no Faial, sobretudo ao nível religioso, existindo templos que ainda não foram objeto de intervenção.

 

Rui Manuel R. Pedro | Foto: Souto Gonçalves 

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