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O Conselho de Administração do Hospital da Horta lamenta “o alarmismo criado pelo PSD local”

O Conselho de Administração do Hospital da Horta lamentou hoje, “o alarmismo social desnecessário criado pelo PSD local, sem qualquer fundamento clínico plausível”.

Relativamente ao requerimento apresentado pelos Deputados Regionais Carlos Ferreira e Luís Garcia, com o título “Rastreios e Exames na Área Oncológica no Hospital da Horta” o Conselho de Administração relembra que:

“A preocupação manifestada pelos deputados do PSD é partilhada pelo CA do Hospital da Horta que como tal está a resolver este assunto com toda a celeridade;

É falso que existam doentes á aguardar exames após deteção de sangue oculto nas fezes desde o último trimestre de 2016; há apenas alguns utentes de Dezembro de 2016, que a seu pedido adiaram a realização do exame, pois caso contrário, já teriam a situação resolvida;

Há efetivamente utentes que aguardam colonoscopia, desde Janeiro de 2017, á cerca de três meses, mas ao contrário do que é dito no requerimento, esta situação não é suscetível de interferir com o prognóstico e com o respetivo tratamento face a um eventual diagnóstico tardio de doença oncológica.

De acordo com o estipulado nas Guidelines europeias não está recomendado nenhum tempo ótimo em termos prognósticos para a realização do exame, a não ser por uma questão de redução do nível de ansiedade do doente, o que é relevante, e que se estima em 31 dias;

Tecnicamente é perfeitamente aceite um atraso de três meses entre a deteção de sangue oculto nas fezes e a realização do exame, para um doente assintomático;

Note-se que estamos a referir-nos a utentes assintomáticos, aparentemente saudáveis, onde a presença de sangue oculto nas fezes não significa doença oncológica, cuja prevalência nestes doentes é muito baixa, tendo em conta que os doentes sintomáticos são abordados de forma diferente;

Convém realçar, que o Hospital da Horta, já na vigência deste CA, foi a primeira Instituição Regional a aderir a este rastreio, desde 2014 e que se mantém ativo, nomeadamente, em 2014; 2015 e 2016 foram convocados os utentes rastreáveis para a 1ª volta do ROCCRA em número de 9.838 utentes. Desses aderiram e fizeram os rastreios 4.345 utentes (uma taxa de participação de 44,2%,) dos quais 5.064 com teste negativo e 281 com teste positivo, referenciados na sua esmagadora maioria para colonoscopia no Hospital da Horta (1 do Corvo; 16 Flores; 116 do Faial e 148 do Pico). Foram detetados 12 tumores na 1ª volta (7 no Faial e 5 no Pico).” Mais aqui:

Texto: CA Hospital Horta/Rádio Faial | Foto: Direitos Reservados

 

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