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Navio “Mestre Simão” encalhado ainda tem 30 toneladas de combustível a bordo

O navio “Mestre Simão”, que encalhou no sábado nos Açores, deverá ter ainda cerca de 30 toneladas de combustível a bordo, admitiu hoje o presidente da Atlânticoline, a empresa proprietária do navio.

Segundo Carlos Faias, parte do combustível que se encontrava nos tanques do navio derramou, entretanto, para o interior do porto da Madalena do Pico, situação que obrigou à colocação de barreiras de retenção da poluição e a trabalhos de limpeza, mas é necessário agora avançar com um plano de trasfega do combustível que ainda está no barco.

“Os mergulhadores que entretanto estiveram no local não encontraram quaisquer fugas, neste momento, de combustível”, garantiu o administrador da Atlânticoline, admitindo, porém, que o tanque central do “Mestre Simão” “estará ainda cheio de combustível”, o que obrigará a avançar com um plano de trasfega desse combustível, “para evitar futuras situações de poluição ambiental”.

Carlos Faias disse também estar a aguardar que as empresas contactadas pela Atlânticoline, com vista a uma eventual remoção do navio encalhado, apresentem um plano às autoridades, sobre a forma como o “Mestre Simão” será retirado do local onde se encontra, mas reconheceu que não será tarefa fácil.

“O navio está estável, está assente num fundo rochoso, e aquilo que nos foi dado a entender, numa fase preliminar, é que será uma remoção que não será fácil de fazer, exigirá meios que não há localmente, mas vamos aguardar pelas propostas de plano e pelo parecer vinculativo das companhias de seguro”, explicou o administrador.

Os mergulhadores que estiveram no local já entregaram às seguradoras e às empresas contratadas para a eventual remoção do navio as filmagens feitas no fundo do mar, que dão conta da dimensão dos estragos no casco do “Mestre Simão”.

Entretanto, continua a decorrer um inquérito para apurar as causas do acidente de sábado no porto da Madalena do Pico com o navio “Mestre Simão”, de 40 metros de comprimento, que transportava, na altura, 61 passageiros e nove tripulantes.

O mestre que operava a embarcação nesse dia, já foi ouvido pelas autoridades, mas a administração da Atlânticoline decidiu não colocá-lo ainda a trabalhar.

“Ele não está suspenso. Obviamente que a companhia entende que ele passou por um processo que não é fácil. Temos que perceber e valorizar todo o trabalho que ele teve, numa operação de muito sucesso, de salvamento dos passageiros e da própria tripulação e estamos a dar todo o acompanhamento que seja necessário para, logo que estejam reunidas as condições, regressar à sua atividade profissional”, garantiu Carlos Faias.

O mestre Rui Azevedo e a tripulação do “Mestre Simão” tem sido alvo de rasgados elogios nas redes sociais, por terem coordenado uma operação de evacuação de todos os tripulantes do navio, no dia do acidente, sem que se tenham registado quaisquer feridos.

Lusa/Rádio Faial | Foto: José Carlos Soares

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