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Linguagem Inclusiva…, Na minha Opinião

Ora bem, não sou muito de guerra de quintinhas, e de patos bravos, e politicas mascaradas através de jornais públicos, mas como desta vez, o tema até me diz pessoalmente, até porque estive na elaboração e execução do mencionado material…senti-me no dever de dar umas pinceladas sobre o assunto em causa…um panfleto de linguagem inclusiva.

Algumas mentes brilhantes mais baralhadas, talvez precisem de uma refrescadela….é natural, porque só quem trabalha na área diariamente é que se apercebe da realidade da desigualdade de oportunidades entre os géneros, de mesmo com legislação de existir sempre uma maneira de dar a volta à questão, como nos casos das desigualdades salariais…em que apesar de por trabalho igual, salario igual, há tantas formas de justificar porque um ganha mais que outro, as ajudas de custo, uma avaliação de desempenho, etc…isto no setor privado…no publico tem que existir uma lei como a lei da paridade para que ambos os géneros tenham uma representação similar.

Bom, voltando ao tema do artigo, um dos ingredientes da igualdade ente os géneros, é precisamente a linguagem inclusiva, que é sinonimo presente e representativo das representações sociais de género num dado momento cultural, que refletem as praticas da sociedade.

A linguagem é um instrumento por excelência de comunicação verbal e escrita, e através  destas comunicações podemos ser inclusivos e não discriminatórios.

A maneira como nos dirigimos às pessoas, como escrevemos para nós, para elas, nos documentos, ofícios, estrutura o nosso pensamento, a nossas atitudes e ações, a nossa forma de agir.

Naturalmente, sendo algo que ainda não está padronizado, requer tempo, requer que queiramos também perceber o porquê de se instituir a linguagem inclusiva, que não foi por acaso, ou é uma moda…como uma mala ou sapatos…

Quando há uma especificação do sexo (“todos e todas… ou todas e todos” …quando dizemos o “pai e a mãe, e não os pais”…estamos  a tornar visível o sexo invisível, na grande maioria dos casos as mulheres ( mas também há situações em que estão em desigualdade de visibilidade os homens), através da marcação sistemática e simétrica do género gramatical.

Tal implica o uso de formas masculinas para designar homens, de formas femininas para designar mulheres e das duas formas para designar homens e mulheres (tal como os exemplos acima referidos).

Quando por exemplo nos queremos referir a uma empresa e/ou entidade dizemos “a Direção” porque podemos não saber quem está à frente da entidade…se soubermos aí sim, dirigimos há pessoa em questão (pelo nome próprio).

Só mais um exemplo, para não vos maçar muito, porque estas questões maçam muita gente…quando dizemos “a pessoa que requer…e não o requerente”, é porque “a pessoa” é o individuo (feminino e/ou masculino), e “ o requerente” é masculino…ou seja, ao dizermos “a pessoa que requer” estamos a utilizar uma forma inclusiva, as pessoas (tanto pode ser feminino como masculino)…

Bom…está quase…eu sei…muito maçador este tema….a linguagem inclusiva sendo um dos ingredientes do grande banquete da igualdade de género, é quase como água para a boca, porque é uma peça chave, e não pretende que se perca a identidade de género, mas sim dar realce sempre ao género que está invisível, e com isto refletirmos que sociedade  queremos para nós, e para a nossa descendência, os vindouros.

P.S. – Mais uma nota, recomendo nas salas de espera das empresas ou entidades publicas livrinhos do sudoku ou palavras cruzadas…

Vou de ferias…mas volto ! Ate Setembro.

Carla Mourão

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