There are no ads, please add some

João Ponte afirma que abates de animais destinados à exportação registaram “evolução muito positiva” nos Açores

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou hoje, na Horta, que os abates de animais destinados à exportação registaram “uma evolução muito positiva” nos Açores, apresentando um crescimento de 24% nos últimos quatro anos.

João Ponte, que falava na Assembleia Legislativa, sublinhou ainda que, relativamente aos últimos 10 anos, “a evolução é extraordinária”, já que, em 2006, a exportação de carcaças não chegou a 8 mil animais e, em 2016, ultrapassou as 40 mil cabeças.

“Isto deveu-se aos efeitos positivos dos investimentos realizados pelo Governo dos Açores na rede regional de abate, associado à aposta que os produtores têm feito na melhoria da qualidade da carne produzida nos Açores”, frisou, destacando ainda que “o aumento significativo do número de animais abatidos na Região, cuja carne é comercializada em formato de consumo, permite reter nos Açores as mais-valias inerentes ao processo de desmancha e um acréscimo significativo do rendimento dos produtores”.

Para João Ponte, o percurso que a Região fez nos últimos anos na fileira da carne, “assente numa estratégia acertada”, deve ser motivo de orgulho para todos porque “transmite a confiança e a convicção de que este setor continuará a ter futuro”.

Relativamente à estratégia seguida nesta área, João Ponte sublinhou ter sido “desenhada em conjunto com as associações do setor”, mas frisou que “tem necessariamente de ser ajustada em função dos desafios que vão surgindo, mas também em função dos recursos disponíveis”.

Na sua intervenção, o Secretário Regional destacou também que têm sido dados “passos seguros” no sentido do rejuvenescimento desta fileira, adiantando que, nos últimos dois anos, há mais duas dezenas de jovens agricultores que pretendem concretizar projetos de primeira instalação, a que acrescem os mais de 50 que, no anterior Quadro Comunitário de Apoio, entraram no setor agrícola, na fileira da carne”.

“Nenhum jovem arriscaria a empregar o seu futuro e a investir num setor que não lhe oferecesse garantias de sucesso”, frisou João Ponte, destacando também que, nos últimos quatro anos, o Governo dos Açores “investiu na Rede Regional de Abate mais de 4,5 milhões de euros”.

O titular da pasta da Agricultura acrescentou, por outro lado, que “as obras em curso relacionadas com a construção de novos matadouros nas ilhas Graciosa e Faial, assim como a modernização dos matadouros de S. Miguel e da Terceira, representam um investimento de 15 milhões de euros”.

João Ponte salientou também que a implementação do sistema de gestão da segurança alimentar, através da certificação dos matadouros da Região pela norma ISO 22000, demonstra “uma preocupação crescente com a segurança dos consumidores, indo ao encontro das expetativas e necessidades dos seus clientes”.

“Além do cumprimento de requisitos legais, a certificação aborda um objetivo mais global, o de criar vantagem competitiva pela qualidade e crescimento sustentado, tendo em vista reforçar a presença nos mercados nacionais e internacionais”, frisou, acrescentando, no entanto, que “o crescimento da fileira da carne não se tem feito só em quantidade, mas também em qualidade, contribuindo assim para o reforço da presença dos Açores nos mercados de exportação que valorizam e apreciam a nossa carne”.

Nesse sentido, revelou que os dados de 2016 atestam a qualidade da carne que é abatida nos matadouros dos Açores, já que “95% das carcaças analisadas apresentaram um Ph inferior a 6, sendo que 89% das carcaças para exportação foram analisadas”.

“Uma das chaves para que a carne dos Açores seja bem-sucedida no mercado passa pela clareza da comunicação e pelo reforço da imagem da produção natural”, defendeu João Ponte, reafirmando que será constituída em breve “uma estrutura que assegurará a participação empenhada do Governo e dos principais agentes da fileira, e que acompanhará e defenderá os interesses do setor da carne”.

O Secretário Regional salientou ainda vários “desafios que importa vencer”, destacando a necessidade de se “promover a passagem da expedição em carcaças para carne embalada e em formato final de consumo, estimular a organização da produção, aproximando-a o mais possível do mercado, e reduzindo segmentos na cadeia comercial, sem descurar os sinais dos mercados, que podem sempre e a todo o momento surpreender os operadores e obrigar ao reajuste das estratégias”.

Texto/Foto: GaCS/FG

About The Author

Related posts