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Hotelaria tradicional teve mais 15 ME de proveitos nos primeiros sete meses de 2016, face a 2012, afirma Vítor Fraga

O Secretário Regional do Turismo e Transportes destacou o aumento dos proveitos na hotelaria tradicional como indicador do bom momento que o turismo atravessa nos Açores.

“Se olharmos para aquilo que é verdadeiramente importante em termos económicos, que são os proveitos, o dinheiro que entra na economia, estes cresceram 64,6% em 2016, face ao que tínhamos em 2012, isto olhando só para a hotelaria tradicional”, afirmou Vítor Fraga, acrescentando que, apenas nos primeiros sete meses deste ano, “cerca de mais 15 milhões de euros” entraram diretamente na economia do arquipélago.

Neste tipo de unidades hoteleiras e no que concerne às dormidas, foi registado, entre janeiro e julho de 2016, um aumento de 25,1% face ao período homólogo, mas, segundo Vítor Fraga, “em comparação com os primeiros sete meses de 2012, ano em que teve início esta legislatura, esse incremento foi de 62%”.

O titular da pasta do Turismo, que falava domingo na abertura do Canyoning International Meeting in Azores (CIMA), frisou ser entendimento do Governo dos Açores que “o turismo deve beneficiar todas as ilhas e deve ser bom para quem vive em cada uma das ilhas”, apontando o exemplo das Flores, onde o número de passageiros desembarcados nos primeiros oito meses do ano cresceu cerca de 11%, traduzindo-se em “mais 1.935 passageiros desembarcados face ao período homólogo”, tendo crescido 27% face ao mesmo período de 2012, ou seja, “são mais 4.222 passageiros desembarcados na ilha das Flores”.

Relativamente ao Turismo em Espaço Rural, atendendo aos números relativos ao primeiro semestre deste ano, nas Flores, registou-se um crescimento de 53% ao nível das dormidas, face a 2015, o que representa “mais do dobro daquilo que se verifica em termos de média de crescimento na Região”, afirmou o Secretário Regional.

“Se é certo que estes números refletem o bom momento que se vive no setor do turismo, não devem servir como fator de deslumbramento, nem devem ser encarados como um ponto de chegada”, frisou, acrescentando que “são um ponto de partida para vencer novos e renovados desafios que se colocam ao nível da captação de mais e melhores fluxos turísticos mas, sobretudo, ao nível da qualificação da oferta, onde se inclui, naturalmente, a qualificação da mão-de-obra”.

Vítor Fraga salientou que o turismo nos Açores “vive um período de grande dinamismo, fruto de um trabalho conjunto desenvolvido por entidades públicas e entidades privadas, como é bem mostra o evento de que assinalamos aqui o início”.

Na sua intervenção na abertura do CIMA, o Secretário Regional referiu o trabalho realizado nos últimos quatro anos neste setor, apontando o reposicionamento do Destino Açores junto do principais mercados emissores, “comunicando-o como um destino de natureza ativa, muito para além da sua componente contemplativa”, a consolidação e reforço da presença dos Açores junto desses mercados, a escolha dos EUA e do Canadá como mercados estratégicos, a intensificação da comunicação com o cliente final e a maior reforma de sempre realizada ao nível das acessibilidades e mobilidade de todos os Açorianos e daqueles que visitam o arquipélago.

“Consolidámos produtos turísticos como os trilhos pedestres, desenvolvendo as grandes rotas, existindo uma aqui, nas Flores, o surf, o windsurf e o mergulho, desenvolvemos novos produtos, como o canyoning ou o BTT, tirando partido das nossas caraterísticas naturais para o desenvolvimento de atividades que acrescentam valor à nossa oferta turística”, afirmou, acrescentando que se pretende “tirar partido daquilo que cada ilha tem de melhor para oferecer, enriquecendo a oferta turística e potenciando a captação de mais e melhores fluxos turísticos, o que se reflete claramente nos principais indicadores do setor do turismo”.

Nesse sentido, afirmou que “é com grande orgulho que os Açores fazem parte do mapa mundial do canyoning, possuindo locais de excelência para a sua prática, o que levou instituições como a International Association of Amateur Canyoning (IAAC), a associar-se ao CIMA com o ‘Rendez-vous International of Canyon’, dando assim uma maior projeção ao Destino Açores enquanto local de excelência para a prática desta atividade”.

“Prova disso é também o número de participantes”, frisou Vítor Fraga, adiantando que os 215 participantes, dos quais 55 portugueses e 160 estrangeiros, de 15 nacionalidades, representam “um recorde de participantes, o que, por si só, demonstra claramente o sucesso desta iniciativa”.

Texo/Foto: GaCS/HB  Rádio Faial

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