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“HOMENAGEM A MÁRIO SOARES – CIDADANIA, AUTONOMIA, CULTURA”

Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu em Lisboa a 7 de dezembro de 1924,  cidade onde veio a falecer, a 7 de janeiro de 2017. Opositor de Salazar e do Estado Novo, fundador do PS, partido que liderou por várias vezes, foi eleito Presidente da República em 1986, cumprindo dois mandatos, até 1996.

Político sobejamente conhecido e unanimemente reconhecido como um dos pais da democracia portuguesa, defensor da Autonomia Regional, teve tanto de polémico como de consensual. Foi um homem de causas e de paixões, e ainda hoje desperta opiniões contrárias.

Sobre ele disse Maria João Avillez “Mário Soares, quando foi grande, foi-o por ter sido maior que fronteiras, grupos ou barricadas, intuindo melhor que ninguém onde era o seu lugar e qual a tarefa nacional que lhe competia cumprir. E não, não foi só no combate anticomunista de 1975, o que, não sendo pouco e sendo definitivo, não esgota nem resume aquilo de que era feito: a vocação da liberdade que vinha de longe, era antiga e tudo contaminou pela vida fora; a envergadura da sua coragem; o rasgo de alguns gestos políticos, o tamanho da sua intuição política.”

O Instituto Açoriano de Cultura, cumprindo um papel que sempre foi o seu, quis homenageá-lo, recordando a primeira Presidência Aberta que dedicou aos Açores, em maio de 1989. Visita que pretendeu reforçar três ideias-chave: a autonomia, a solidariedade e a singularidade açoriana no todo nacional e a cultura.

Para falar dessas e doutras características o IAC organizou uma mesa-redonda e convidou dois dos protagonistas dessa primeira Presidência Aberta, o então Presidente do Governo Regional, Dr. Mota Amaral e o então Presidente da Assembleia Legislativa Regional, Doutor José Guilherme Reis Leite. E convidou, também, o Dr. Alfredo Caldeira, que conheceu bem Mário Soares e que desde a primeira hora se encontra ligado à Fundação com o seu nome.

Assim, o Dr. Mota Amaral recordará o convite que fez a Mário Soares, alguns dos episódios marcantes da Presidência Aberta e o contributo presidencial para o continuado progresso da afirmação da Autonomia Constitucional como verdadeiro desígnio nacional. O Doutor Reis Leite invocará alguns episódios relacionados com a política açoriana durante os anos em que teve responsabilidades nos Órgãos de Governo Próprio dos Açores e em que Mário Soares foi protagonista. Já o Dr. Alfredo Caldeira mostrará que Mário Soares sempre batalhou pela afirmação da Cultura em sintonia com o exercício da Política, bem como do seu empenho na defesa e publicitação de arquivos, não apenas os seus ou de outros portugueses, mas também os de diferentes países de língua oficial portuguesa, hoje disponíveis no portal casacomum.org, plataforma de acesso gratuito ao conhecimento em português e que já reúne mais de 1,5 milhões de páginas/imagens.

Instituto Açoriano de Cultura IAC/Rádio Faial

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