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Governo Regional protege low cost e contribui para a SATA “se despenhar”, denuncia o Deputado Artur Lima

O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores Artur Lima acusou, esta quinta-feira, o Governo Regional de proteger uma companhia low cost, contribuir para a SATA “se despenhar” e de estar a pagar a turistas para viajarem inter-ilhas, num “nublado” processo financeiro de indemnização à SATA no âmbito da política dos encaminhamentos.

Num debate de urgência sobre política de transportes suscitado pelo Grupo Parlamentar democrata-cristão, Artur Lima afirmou que “se assiste a uma espécie de protecionismo das entidades públicas regionais, seja do Governo, seja das entidades por si tuteladas, a uma determinada companhia aérea low cost”. O Líder Parlamentar lembrou que “a Easyjet – primeira low cost a voar para os Açores – acaba de anunciar que se vai retirar do mercado, fazendo questão de dizer que nunca recebeu um cêntimo pela operação que decidiu realizar para os Açores.

Por outro lado, Artur Lima frisou também que a Easyjet justificou a sua retirada da rota de Ponta Delgada com “a falta de equipamentos para poder prestar um bom serviço numa rota que já está bastante concorrida”, facto que leva o CDS a perguntar ao Governo se “não era de tentar persuadir a Easyjet a voar para outras gateways nos Açores onde a concorrência seja menor, como por exemplo para as ilhas do Faial ou do Pico?”.

Ainda no âmbito das low cost, acrescentou Artur Lima, “quer a Ryanair, como a Transavia, afirmaram, pública e recentemente, e não foram desmentidas, que estão em contato próximo com a Região no sentido de abrirem novas rotas para o arquipélago. As companhias manifestam-se disponíveis; dizem-se em contato próximo, mas o Governo afirma desconhecer a abertura de novas rotas. Afinal quem está a fazer bluff? Há ou não interesse em potenciar novas rotas para a Região?”.

Depois, continuou, “temos as operações charters apresentadas sempre com pompa e circunstância, mas que se esfumam rapidamente na bruma da governação. Foi a Air Berlim para a Terceira – e não há opção B do Governo para fazer face ao fim prematuro de uma operação, com custos para o erário público, tendo em vista a captação de novos fluxos turísticos para os Açores… Foi assim com a TUI para a ilha do Pico – e não há opção B do Governo”, questionando os populares “porque é que havemos de pagar a outras companhias para realizarem operações charters se temos uma companhia que o podia e devia fazer?”, acrescentando que a Azores Airlines só não consegue fazer mais hoje, porque “irresponsavelmente” a anterior administração da empresa vendeu um A320.

Aliás, salientou Lima, a juntar ao protecionismo às low cost e à venda de um avião da frota de médio curso “a Azores Airlines, desde a entrada de uma low cost na rota das Lajes, reduziu significativamente a sua operação para a Terceira que perdeu cerca de 150 lugares por semana, ou seja, menos 600 lugares todos os meses”.

Artur Lima dedicou ainda algum tempo a lamentar que as opções recentes sobre a gestão do Grupo SATA estejam a contribuir para “a falência” da empresa: “Em 2015, a SATA apresentou o seu Plano de Negócios para o período 2015-2020. Do Business Plan do Dr. Parreirão, devidamente certificado com selo e marca do Governo dos Açores, apostava-se na renovação da frota de médio e longo curso (optando-se pelos A330) pretendia-se alienar um DASH Q400 (que era considerado “ocioso” na frota inter-ilhas) e vendeu-se um A320 (que hoje faz uma falta tremenda à companhia para ter capacidade de resposta à procura do mercado açoriano). Menos de um ano depois, mudou a administração e o primeiro anúncio foi ‘alterações ao plano de negócios da SATA’, destacando-se a mudança de opção dos A330 por A321… mas nada mais! Afinal, o que quer o Governo? Qual o melhor plano? Qual a melhor frota? Que opinião tem o Governo? Ou vai continuar dizer-nos que não percebe nada de aviões? É que este Governo deixou que uma administração deitasse ao lixo milhões de euros em estudos até que se chegasse ao A330… agora, com a mesma leviandade com que deitaram ao lixo o primeiro estudo feito sobre a renovação da frota, deitam ao lixo o último estudo e optam pelo A321… Afinal, a estratégia é afundar a empresa? Despenhar SATA?”.

Ainda sobre a operação da SATA, nomeadamente no Aeroporto do Faial, Artur Lima questionou o Governo socialista sobre a implementação e entrada em funcionamento “do projeto RISE/RNP, visando reduzir custos e aumentar a segurança nos voos para o Faial”, frisando que “este sistema já esta instalado nos aviões, mas ainda não está implementado e a funcionar” e perguntando se “a frota da SATA Air Açores, a frota DASH, não está também equipada com este sistema?”.

Relativamente à ampliação da pista do aeroporto da Horta, o CDS-PP falou de um “estudo revestido de algum ocultismo feito pela Autarquia”, perguntando “se o Governo o conhece e qual a sua opinião sobre a ampliação da pista deste aeroporto” e “que diligências já fez junto da República?”.

Texto/Foto: GP CDS-PP Açores

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