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Governo ilude açorianos e corta verbas na Saúde

A deputada do PSD/Açores Mónica Seidi acusou o Governo regional de enganar os açorianos ao afirmar que reforça o investimento na Saúde quando, na verdade, diminui as verbas inscritas no Plano e Orçamento para 2017.

“A política deste governo é reforçar diminuindo as verbas inscritas”, resumiu a vice-presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores, ao comparar o Plano para 2016 e o montante nele inscrito para o Vale Saúde (500 mil euros) com o Plano para 2017 que reduz para 300 mil euros a verba para a execução do programa de recuperação de listas de espera cirúrgicas.

Mónica Seidi, que falava no debate do Plano e Orçamento para 2017 e das Orientações a Médio Prazo 2017-2020, no Parlamento açoriano, deixou duras críticas aos documentos orçamentais do Governo e expressou “reservas” quanto às garantias dadas pelo executivo açoriano para que se cumpra o que está explanado nesses documentos.

Para sustentar essas dúvidas, a parlamentar do PSD/Açores lembrou que no Plano e Orçamento para 2016 estava inscrita uma verba de 1 milhão de euros para a aquisição de um aparelho de ressonância magnética para o serviço de Imagiologia do Hospital de Ponta Delgada, verba essa que desaparece no Plano e Orçamento para 2017, mesmo que o hospital que serve o maior número de açorianos continue sem esse aparelho.

No Plano para 2016 estava também inscrita uma verba de 1 milhão e 700 mil euros para a instalação do Sistema de Informação de Radiologia e, sem que tenha sido executado em qualquer cêntimo, essa verba volta a aparecer, no mesmo montante, no Plano para 2017. “Estamos cá para ver o que acontecerá ao longo deste ano”, garantiu.

Mónica Seidi questionou ainda as opções do executivo para enfrentar a calamidade que atinge Saúde nos Açores, uma região que empurra, de acordo com dados de dezembro último, 10 467 açorianos para as listas de espera cirúrgica num dos três hospitais dos Açores.

“O PSD/Açores sempre disse que todas as propostas tendentes a resolver as listas de espera cirúrgicas eram bem-vindas, mas que o Vale Saúde só por si não resolveria. E tínhamos razão. Prova disso, são os relatórios de execução do Vale Saúde: em 2014 foram operados 61 utentes; em 2015 foram operados 30 utentes e em 2016 zero”, sustentou.

A solução para essa catástrofe passa pelo que os sociais-democratas sempre defenderam: produção cirúrgica adicional, o reforço de 1 milhão e 500 mil euros para a recuperação das listas de espera cirúrgicas; manutenção das salas de pequenas cirurgias e não o seu encerramento, como fez este executivo nos centros de Saúde de Ponta Delgada e Ribeira Grande, atirando mais doentes para as listas de espera em Ponta Delgada.

Texto/Foto: GI-PSD/Açores

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