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Governo dos Açores revela “falta de ambição” na Educação

O PSD/Açores lamentou hoje “a falta de ambição para o setor educativo” indicada pelo programa de governo, lembrando que os últimos governos socialistas “falharam” na Educação.
“O que agora se propõe deixa-nos preocupados em relação ao futuro”, avançou a deputada Maria João Carreiro, durante o debate do programa de governo.
Considerando que a Educação “é o pilar fundamental para o desenvolvimento da nossa Região”, a parlamentar defende que se dê prioridade “ao investimento público no setor, mas utilizando de forma mais eficiente os recursos financeiros disponíveis”.
“Só assim haverá uma melhoria efetiva da qualidade educativa, prevenindo-se o insucesso escolar e o abandono escolar precoce”, referiu.
Segundo Maria João Carreiro, “apesar do aumento da despesa pública nos sucessivos orçamentos para Educação, continuamos a ser os primeiros dos últimos nesta área, a nível nacional e da União Europeia. E isso tem de mudar” defende.
“Com que orgulho podemos afirmar que a taxa de abandono escolar precoce na Região é de 29 por cento, quando ela representa mais do dobro da média nacional?”, questionou a deputada.
Maria João Carreiro lembrou que os Açores apresentam “as taxas mais altas do país nos alunos matriculados no 9.º ano de escolaridade, que não concluíram o 3.º ciclo do ensino básico. Assim como nos alunos matriculados no 12.º ano de escolaridade que não concluíram aquele nível de ensino”.
“Também nos Açores, 22,2 por cento dos jovens, com idade entre os 15 e os 34 anos, não estudam nem trabalham. Que explicação poderemos ter para uma taxa que representa quase o dobro da média nacional?”, indagou.
“A melhoria dos resultados só se atingirá mediante o desenvolvimento de uma cultura escolar de cooperação, ajustada às características da Região, assente em princípios norteadores, que o PSD/Açores defende”, referiu.
“E um deles passa pelos contratos de autonomia das escolas, com objetivos e metas quantificáveis, dando-lhes mais poder de decisão e permitindo a flexibilização do projeto educativo ao contexto socioeconómico da comunidade educativa em causa”, lembrou Maria João Carreiro.
A deputada lamentou ainda que o governo “tenha perdido algum tempo, por mera teimosia politica, a estabelecer a periodicidade anual dos concursos do Pessoal Docente da Educação Pré-Escolar e Ensinos Básicos e Secundários, alterando a obrigatoriedade de permanência num lugar do quadro por um período de três anos”.
“Porque o modelo atual provoca a precariedade, a injustiça e a desmotivação dos profissionais do ensino”, acrescentou.
“Devemos encarar a Educação como um contexto vivo no qual os alunos, pais, professores e comunidade educativa são peças fundamentais. Vamos estar atentos à execução das políticas aqui propostas e aos seus resultados”, garantiu Maria João Carreiro.
Texto/Foto: GI-PSD/A | RF/RP

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