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Governo dos Açores promove integração eficaz de imigrantes no arquipélago

O Diretor Regional das Comunidades afirmou hoje, em Ponta Delgada, que o Governo dos Açores tem desenvolvido e vai continuar a desenvolver um conjunto de ações transversais no sentido de contribuir para a “integração eficaz” de todos os que escolheram o arquipélago “como espaço ideal para concretizarem os seus propósitos de vida familiar e profissional”.

Paulo Teves, que falava, em representação do Secretário Regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas, Rui Bettencourt, no seminário ‘O perigo da legitimação do discurso xenófobo’, anunciou, nesse sentido, que serão realizados mais cursos de Língua Portuguesa para estrangeiros residentes nos Açores, considerando que este é “um fator essencial para a integração socioprofissional”.

Na sua intervenção neste seminário, no âmbito do Dia Internacional da Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, o Diretor Regional revelou também o desenvolvimento de atividades para promover a interculturalidade e o prosseguimento de parcerias junto das associações que diariamente trabalham com os imigrantes, “através, não apenas do apoio financeiro, mas também da partilha de serviços e de instrumentos”.

“Jamais podemos ignorar que a diversidade cultural faz parte do nosso quotidiano”, frisou, acrescentando que “esta diversidade assume uma dupla relevância” nos Açores.

Nesse sentido, sublinhou os cerca de 4.000 imigrantes oriundos de 80 países que residem no arquipélago, bem como a “significativa diáspora açoriana que colhe e beneficia de novas práticas e costumes culturais” nas sociedades de acolhimento.

Para Paulo Teves, esta “constante dinâmica cultural”, aliada à posição geográfica dos Açores e ao facto do arquipélago ser “um porto historicamente de partidas e de chegadas”, constitui “um fator determinante para a adoção, quer de boas práticas inclusivas, quer de instrumentos eficazes de promoção da interculturalidade” pelos Açorianos.

Relativamente à efeméride hoje assinalada, numa iniciativa da AIPA – Associação dos Imigrantes nos Açores, Paulo Teves reafirmou que “é importante termos sempre presente que as diferenças valorizam e enriquecem as sociedades e que a interculturalidade é um dos meios fundamentais para aproximar povos e culturas”.

“O que realmente importa é a forma como cada um de nós, nas suas ações individuais e coletivas, assume o que está consagrado no primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos: ‘todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos’”, frisou.

No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Luta pela Eliminação da Discriminação Racial decorre também hoje, pelas 21h00, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, na Horta, uma iniciativa que inclui a apresentação de um documentário, testemunhos de imigrantes e a atuação de um imigrante cabo-verdiano residente na ilha do Faial.

Texto/Foto: GaCS/DRCom

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