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Governo dos Açores diz que “Caminho de consenso” reforça posição da região no exterior

O Governo dos Açores advogou hoje que um “caminho de consenso” na região “legitima” e “reforça” a posição do arquipélago nas relações externas, nomeadamente num momento “tão importante” como o atual, de discussão do próximo quadro comunitário de apoio.

“Num momento em que no mundo, e na União Europeia em particular, as divisões e as incertezas abundam e a situação se tornou ainda mais complexa, é exigido de todos nós, clarividência, concertação e firmeza. E eis que assistimos a um caminho de consenso, de clareza, de vigilância e de firmeza. O que nos diferencia, nos legitima e nos reforça nas nossas relações externas”, disse hoje o secretário regional adjunto da Presidência para as Relações Externas, Rui Bettencourt.

O governante falava na Horta, em sessão do parlamento dos Açores dedicada à discussão e votação do Plano e Orçamento para 2019.

No que refere ao futuro quadro comunitário, Rui Bettencourt frisou existirem “três momentos” a envolver a sociedade civil e os partidos: um primeiro de auscultação global, um segundo de discussão com Bruxelas, “que ainda continua”, e um terceiro de “afirmação e procura de alianças” junto do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu.

“Em 27 de junho passado apresentámos a posição açoriana ao presidente do Parlamento Europeu, com uma enorme mais valia, ter três resoluções aqui votadas por unanimidade”, enalteceu o secretário regional.

E concretizou: “Ainda há semanas, no âmbito da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas, e há dias, perante os presidentes das Regiões Ultraperiféricas e perante a Comissão Europeia, o presidente do Governo afirmava com firmeza estarmos contra os cortes propostos no POSEI, na Política de Coesão, na Política Agrícola Comum, e estarmos contra o corte da taxa de cofinanciamento de 85% para 70%”.

Ainda no que refere às relações externas, Rui Bettencourt revelou aos deputados que em 2019 serão organizados os jogos da Macaronésia, com jovens dos quatro Arquipélagos (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde), e prosseguirá o trabalho com as casas dos Açores no mundo “e com as mais de 1000 organizações não governamentais para que se reforcem pontes entre os Açores e a diáspora, em particular com os jovens”.

Lusa/Rádio Faial | Foto: GaCS

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