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Expedição Oceano Azul apresenta resultados preliminares na ilha do Faial

A Expedição Oceano Azul, uma das mais completas expedições realizadas em águas nacionais com o objetivo de explorar zonas ainda pouco conhecidas do mar dos Açores, terminou hoje, ao fim de 20 dias de mar e de 650 milhas percorridas entre os grupos central e ocidental do arquipélago.

Organizada pela Fundação Oceano Azul em parceria com a Waitt Foundation e a National Geographic Pristine Seas, e em colaboração com a Marinha Portuguesa através do Instituto Hidrográfico, o Governo Regional dos Açores e a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) com o ROV “LUSO”, esta expedição cumpriu os seus objetivos científicos de avaliar as comunidades biológicas das zonas menos conhecidas do mar dos Açores, entre ecossistemas costeiros, de oceano aberto e mar profundo.

“Pela primeira vez, foi montada em Portugal uma expedição científica que contou com o apoio de diferentes sectores da sociedade, envolvendo entidades públicas, privadas, do mundo académico e da comunidade científica nacional e internacional”, refere José Soares dos Santos, presidente da Fundação Oceano Azul. “Trabalhar em conjunto traz resultados mais rápidos e sólidos, e o oceano precisa de urgentemente de ação,” acrescenta.

“Esta foi a primeira ação de um projeto mais abrangente, o Programa Blue Azores que tem uma duração estimada de três anos, e que resulta de uma parceria entre a Fundação Oceano Azul e a Fundação Waitt. Este programa tem como objetivo a promoção, proteção e valorização do capital natural azul do Arquipélago dos Açores numa colaboração a estabelecer com o Governo Regional dos Açores”, assinalou Emanuel Gonçalves, Líder da Expedição e Administrador da Fundação Oceano Azul. Acrescenta ainda “hoje assinámos também um protocolo com o Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa com o objetivo de reforçar o conhecimento sobre o mar português.”

A expedição contribuiu para um panorama científico mais revelador do valor dos ecossistemas do mar dos Açores e ficará reconhecida como a primeira expedição organizada por uma instituição portuguesa, liderada por cientistas portugueses e utilizando navios e meios nacionais que localizou um campo hidrotermal em águas profundas no nosso território marítimo.

Participaram na expedição cientistas de diversos centros de investigação nacionais, como o IMAR, o MARE, o CCMAR, o CIBIO e a Universidade dos Açores, e internacionais da Universidade do Hawaii, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, da Universidade de Western Australia, e do CSIC, IEO e Museu do Mar de Ceuta em Espanha.

Resultados Preliminares Expedição Oceano Azul

FOA/Rádio Faial | Foto:Rui Pedro

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