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Em Dia da Cidade, Câmara compromete-se com projeto de trabalho

Em sessão solene comemorativa do Dia da Cidade da Horta, José Leonardo Silva, Presidente da Câmara Municipal, comprometeu-se com todos os faialenses a continuar a desenvolver, na ilha do Faial, um projeto de trabalho, responsável e valorizador da participação das pessoas nas mais variadas áreas estratégicas para o desenvolvimento da ilha do Faial.

Na sua intervenção, José Leonardo Silva frisou recordou as dificuldades por que passam as famílias e as empresas e lamentou a ausência de recursos do poder local, em contrapartida ao aumento das suas competências.

“Temos dificuldades e necessidades muito próprias, é certo, mas dependemos de muitos outros para a concretização dos nossos objetivos, numa fase também da nossa vida coletiva, onde o poder local serve apenas para ser enaltecido, onde o poder local serve apenas para ser mencionado em inúmeros discursos políticos como o “poder mais próximo do cidadão”, mas onde o poder local já não serve para ser ajudado ou para ver as suas competências reforçadas com recursos à altura das responsabilidades que tem”, salientou o autarca.

No dia em que se comemoraram 182 anos de elevação da Horta de Vila a Cidade, o Presidente da Câmara reforçou a necessidade de continuar a trilhar-se um percurso de responsabilidade e de trabalho, que tem permitido à autarquia melhorar todos os rácios financeiros ao nível das suas contas, bem como merecer o reconhecimento externo.

“É justamente reconhecendo este esforço para cumprir e honrar cabalmente os nossos compromissos, que o Município da Horta acaba por ser nomeado, pela primeira vez, como Município do Ano Portugal 2015, cujos vencedores serão conhecidos em cerimónia que se realizará no dia 9 de julho, em Braga”, disse o autarca, acrescentando que, este reconheci-mento só é possível porque a autarquia incentiva e valoriza a participação das pessoas, na vida da autarquia.

“Cientes das responsabilidades, cientes das dificuldades que existem, cientes que muitas vezes é preciso arrepiar caminho e procurar alternativas e devolver a esperança, é dessa forma que presenteamos e honramos a nossa “Muito leal” cidade da Horta”, garantiu José Leonardo Silva, afirmando que “às críticas a nossa resposta foi o trabalho, com dedicação e com sentido de responsabilidade” e exemplificou ao nível dos investimentos na rede de águas do concelho.

“Quando se suscitou desconfiança às pessoas no funcionamento da rede de águas do concelho, respondemos, novamente com trabalho, com a inauguração há poucos dias de dois novos reservatórios e com a introdução na rede de modernos equipamentos de desinfeção, que deem resposta aos padrões de qualidade que atingimos”, concluiu.

Para José Leonardo Silva, “estamos a dar voz às pessoas porque acreditamos que essa participação traz mais-valias e permite que todos se sintam parte da solução” e deu a título de exemplo os fóruns municipais da juventude, o orçamento participativo jovem, a presença nas freguesias e a participação no âmbito do processo da frente mar da cidade da Horta.

O autarca lamentou a forma como Portugal conduziu a aplicação do novo programa opera-cional, que retira aos municípios portugueses a possibilidade de continuar a investir na valo-rização da sua rede viária municipal, o que obriga a própria autarquia faialenses a equacionar a sua própria estratégia de investimento nesta área.

E a respeito de investimentos, José Leonardo Silva anunciou que, já no próximo mês de agosto será apresentado o projeto de intervenção na requalificação do Mercado Municipal da Horta, mas alertou que essa intervenção é apenas uma parte da solução: “É preciso, antes sim, congregar vontades, perceber a ambição dos lojistas, dos parceiros económicos e dos privados que exercem a sua atividade neste concelho, para que, naquele espaço, coabitem situações interessantes e atrativas, que deem nova vida àquela infraestrutura.”

O autarca apelou à reflexão e à partilha de responsabilidades na resolução dos problemas, como forma “de projetarmos, a uma só voz, as nossas reivindicações que reforçam a nossa identidade e a nossa existência”, e deu como exemplo a necessidade de revisão das atuais obrigações de serviço público de transportes aéreos, causa que a Câmara Municipal abraçou desde a primeira hora, sem necessidade de “transformar os problemas reais em partidarismos políticos”.

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 Texto/Foto: GI-CMH | Rádio Faial

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