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Elétrica açoriana vai instalar parque fotovoltaico na ilha do Corvo

O primeiro parque fotovoltaico da ilha do Corvo, nos Açores, vai ser instalado em 2018 e contempla 300 unidades, foi hoje anunciado pela Empresa de Eletrciidade dos Açores (EDA).

Na apresentação do projeto do parque fotovoltaico do Corvo, onde hoje o Governo Regional termina a visita estatutária à ilha, Duarte Ponte explicou que no arquipélago dos Açores há apenas duas ilhas onde não existe energia renovável na rede, a Graciosa e o Corvo, situação que será ultrapassada no próximo ano.

“Isto é um primeiro passo na ilha do Corvo”, declarou o responsável, salientando, contudo, que a empresa não abandona a possibilidade de instalar aerogeradores para energia eólica.

A este propósito referiu que foi colocada uma torre meteorológica na ilha que “durante um ano apontou para ventos superiores a 250 quilómetros”, tendo havido um momento em que a torre “não resistiu a esse vento”.

“Estamos a pensar colocar aerogeradores”, referiu, notando que estas infraestruturas têm de ter capacidade de resistir aos ventos que passam na ilha e, por isso, apresentar “alguma sofisticação para poder funcionar em regime abandonado como esta central [termoelétrica]”, que é comandada automaticamente.

Duarte Ponte garantiu que é intenção da EDA “em todas as ilhas dos Açores” haver energia renovável e aumentar a penetração da energia renovável”.

O parque fotovoltaico vai ficar na zona do Pão de Açúcar, onde estão as oficinas municipais e o centro de residuais, num terreno com boa exposição solar, muito próximo da linha de média tensão para ser feita a ligação da energia ao consumo na vila, adiantou por seu turno David Estrela, da EDA Renováveis.

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, salientou que este projeto surge na sequência da iniciativa “Corvo Sustentável”, cuja última fase iniciou-se em 2013 e permitiu “uma redução muito significativa do consumo de gás butano e da emissão de CO2 na ilha”.

“É nesta sequência lógica e com esta visão estratégica de reforçar a componente de energias renováveis na ilha do Corvo que encaramos este projeto do parque fotovoltaico”, continuou Vasco Cordeiro, realcançando que a ilha não está isolada nesta “aposta estratégica”.

Segundo o governante, nos Açores “existem mais de duas dezenas de centrais de produção de eletricidade com origem em fontes renováveis, sete parques eólicos, 12 centrais hidroelétricas, duas centrais geotérmicas e brevemente mais uma”.

“Há, efetivamente, esta aposta no sentido de se reforçar esta componente de produção de energia a partir de fontes renováveis em todas as ilhas”, garantiu, considerando que esta componente da “produção de energia, da relação entre essa produção de energia e novas formas de aproveitamento e de valorização dessa energia a partir de fontes renováveis é, aliás, um dos grandes desafios que os Açores enfrentam”.

O chefe do executivo regional adiantou que o grupo EDA, “na sua componente de empresa pública, tem um papel fundamental neste aspeto” e responde “presente também a este desafio do futuro” da região.

Lusa/Rádio Faial | Foto:

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