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Duarte Freitas diz que dívidas das empresas públicas espelham as finanças regionais

O candidato do PSD/Açores a presidente do governo considerou ontem que as dívidas das empresas públicas regionais “espelham o estado das finanças do arquipélago”, acusando o executivo de Vasco Cordeiro de dizer “que está tudo bem, quando tem dívidas de água, de luz e dívidas à segurança social”.

Duarte Freitas falava durante um jantar comício nas Velas, onde se referiu às contas públicas anunciadas pelo Governo Regional, questionando a audiência sobre as consequências “para quem não pagar as contas da água e da luz”, e dando como exemplo uma empresa pública, no caso o Hospital de Ponta Delgada “que deve meio milhão de euros de água e dois milhões de euros de luz. E o governo continua a dizer diz que está tudo bem com as finanças dos Açores”.

O líder social democrata acrescentou que “não é apenas o Hospital de Ponta Delgada. O mesmo acontece com a Lotaçor, com a Santa Catarina, com a Sinaga. Empresas onde também se retêm os descontos da segurança social dos funcionários, não pagando a Segurança Social. Nenhum chefe de família ou empresário, em condições semelhantes, teria coragem de dizer que as coisas estão bem”, reforçou.

Duarte Freitas frisou a necessidade “de melhorar a rede regional de apoio social”, lembrando que “tal só é necessário porque as pessoas passam por muitas dificuldades”, como o comprovam “os 2/3 das famílias açorianas que têm de recorrer à ação social escolar. Isso mostra bem as fragilidades sociais que essas pessoas enfrentam”.

O candidato voltou a lembrar que os Açores têm a maior taxa de desemprego do país, 11% – cerca de 13 mil pessoas -, com 6 mil açorianos inseridos em programas ocupacionais e 18 mil a receberem o RSI. “71% das famílias açorianas tem um rendimento inferior a 530 euros mensais”, acrescentou.

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Duarte Freitas mostrou-se ainda “muito preocupado com a desertificação e o envelhecimento da população em São Jorge” e garantiu que tudo fará para que a ilha seja “um dos eixos de desenvolvimento de um novo Triângulo no Grupo Central, que inclui a Terceira e a Graciosa”, de forma a expressar “todas as suas potencialidades”.

António Pedroso, o cabeça de lista do PSD/Açores por São Jorge afirmou que 20 anos de governação socialista transformaram “uma das ilhas dos Açores com maior poder económico, numa ilha sem jovens, com uma Economia enfraquecida, em que as pessoas perderam a esperança de uma vida melhor”.

“Essa governação socialista encerrou a maioria das escolas primárias desta ilha, encerrou a maioria das nossas cooperativas, esvaziou as nossas freguesias e acabou com a diversificação agrícola, levando São Jorge a uma assustadora subsidiodependência”.

O candidato criticou as obras em curso na baía das Velas, “onde navios de maior porte não vão poder entrar, comprometendo o futuro de um investimento de 19 milhões de euros, em que nem um fica em São Jorge”. Também a promoção do queijo de São Jorge, “um dos melhores do mundo”, foi visada por António Pedroso, que exigiu “uma valorização em condições, sem outros queijos inferiores a reboque”, disse.

Texto/Foto: GI-PSD/A | Rádio Faial

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