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Duarte Freitas afirma que presidente do governo “persiste no erro” sobre caso ARRISCA

O presidente do PSD/Açores afirmou hoje que o presidente do governo regional “persiste no erro” de manter em funções a diretora regional de Prevenção e Combate às Dependências, quando esta “cometeu uma imoralidade” e foi “protegida” por Vasco Cordeiro.

“O senhor presidente do governo persiste – e leva todo o PS atrás –, nesse grande erro, que é não demitir uma pessoa que cometeu uma imoralidade protegida por si”, disse Duarte Freitas, na Assembleia Legislativa dos Açores, durante um debate de urgência sobre as irregularidades detetadas pela Inspeção Regional da Saúde numa auditoria à ARRISCA.

 

O líder dos social-democratas açorianos salientou que Vasco Cordeiro, “depois de 15 dias em silêncio” após a divulgação da notícia sobre o caso, não deu explicações e limitou-se a fazer perguntas.

 

“A única coisa que o senhor presidente do governo tem para dizer é fazer perguntas que já estão respondidas no relatório da auditoria que o senhor escondeu. Quem fez a auditoria foi para a rua e quem estava em causa nas irregularidades detetadas foi promovido”, disse.

 

Duarte Freitas sublinhou que está em causa o “sentimento de impunidade absoluta” dos governantes socialistas, “que acham que podem fazer tudo o que quiserem e que ninguém lhes diz nada”.

 

“O caso Raríssimas teve a repercussão que teve a nível nacional. No caso ARRISCA os senhores queriam que não se passasse nada nos Açores, quando tem aspetos ainda piores. É que a pessoa que estava em causa, em vez de ser penalizada foi promovida pelo presidente do governo a diretora regional”, recordou.

 

O presidente do PSD/Açores reafirmou que Vasco Cordeiro “é o responsável por esta situação, ao ter escondido o relatório e ter premiado a infratora como diretora regional”.

 

“O sentimento de impunidade anda de mão dada com a vertigem do poder absoluto. Mas costuma acontecer nas vésperas da queda do regime”, frisou Duarte Freitas.

 

Já deputado social-democrata Carlos Ferreira, que também interveio no debate, destacou que “não há apenas imoralidades denunciadas no relatório da auditoria à ARRISCA”.

 

“Há também irregularidades”, lembrou o parlamentar, dando como exemplo um apoio de 54 mil euros à ARRISCA “cujos documentos de despesa nunca foram apresentados”.

 

Carlos Ferreira apontou igualmente o facto das verbas de um subsídio terem sido “desviadas para outra área”, tendo a ARRISCA “recebido duas vezes o valor do IVA”.

 

O deputado social-democrata referiu ainda a “falta de pagamento de contribuições à Segurança Social e ilegalidades no pagamento de subsídios e horas extra”.

 

O parlamentar do PSD/Açores questionou diretamente o presidente do governo, perguntando se este concordava com a “utilização que a ARRISCA deu aos dinheiros públicos nestas matérias”, mas não recebeu resposta.

 

PSD/Rádio Faial | Foto: PSD

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