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Deputado do PPM critica materiais de construção junto a zona balnear do Corvo

O deputado do PPM à Assembleia Legislativa dos Açores alega que o acesso ao parque de campismo e à maior zona balnear da ilha do Corvo está condicionado por materiais de construção, mas o presidente da Câmara nega.

“É toda uma paisagem caótica na zona balnear. A zona balnear parece uma zona de guerra. E isso é algo que é profundamente negativo para quem aposta, como nós, no turismo e na própria utilização do espaço balnear pelos próprios corvinos”, adiantou, em declarações à Lusa, Paulo Estêvão, deputado do PPM eleito pelo círculo eleitoral da ilha do Corvo.

Segundo o parlamentar monárquico, “há mais de um ano” que “uma parte bastante considerável” do parque de campismo da ilha do Corvo, que se encontra na zona contígua à Praia da Areia, é ocupada por dezenas de tetrápodes, que serão utilizados na ampliação do Porto da Casa.

“Tudo isto significa uma forte restrição à ilha do Corvo, tendo em conta a época em que nos encontramos e o tempo – há mais de um ano que se encontram estas estruturas no parque de campismo e em toda a zona envolvente à zona balnear”, salientou.

O deputado do PPM denunciou ainda um derrame de alcatrão que, na semana passada, “chegava à estrada” de sacos colocados numa zona perto da Praia da Areia, com vista à pavimentação da pista do aeroporto do Corvo.

Apesar de terem sido feitas “obras de contenção desse alcatrão”, Paulo Estêvão defendeu que “a situação continua a ser preocupante, fundamentalmente tendo em conta que se trata de uma zona balnear”.

Por outro lado, segundo o dirigente monárquico, a utilização do parque de campismo é feita sem que seja cobrado “qualquer valor” à empresa responsável pela obra de ampliação do Porto da Casa e sem “qualquer documentação de que tivesse sido autorizado por parte da câmara”.

“Eu considero que este é um procedimento absolutamente irregular e é uma situação que se mantém ao longo de todos estes meses”, frisou.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara Municipal do Corvo, José Manuel Silva, rejeitou que a existência daquelas estruturas no local colocasse em causa “a funcionalidade do parque de campismo”.

“Já no ano passado esta situação se verificava e não houve qualquer problema em relação aos ocupantes que procuraram o parque de campismo”, salientou.

Segundo o autarca, os tetrápodes estão no local há mais de um ano tendo em conta que o tempo de construção no porto é “limitado”, mas a obra “tem de avançar”.

“Os tetrápodes estão naquela zona exatamente porque é uma zona próxima do estaleiro e a ilha é toda pequena, muito mais a parte da vila, portanto há necessidade de guardar os tetrápodes, porque a obra do cais não se coaduna não ser executada por uma questão de não se poder pôr aqui ou ali”, apontou.

Quanto ao alcatrão, José Manuel Silva disse que foi depositado num espaço junto ao aeroporto e “em pouco tempo começará a ser utilizado na repavimentação da pista”.

“Será feito durante a noite, para que não haja cortes, nem interrupções nas escalas da SATA ao Corvo”, adiantou, acrescentando que o município está a tentar “minimizar ao máximo os inconvenientes para a população”.

O autarca rejeitou, no entanto, que a colocação de sacos de alcatrão no local represente riscos ambientais.

“No final da obra, o asfalto que caiu em cima da terra será removido e ficará o espaço normal como estava antes”, afirmou.

Lusa/Rádio Faial | Foto: Direitos Reservados

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