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Deputado do PCP/Açores denuncia dificuldades nas acessibilidades aéreas na região

O deputado do PCP ao parlamento dos Açores, João Paulo Corvelo, denunciou hoje as dificuldades sentidas por muitos açorianos em matéria de acessibilidades aéreas, devido aos constrangimentos da companhia aérea SATA.

“Verificaram-se problemas gravíssimos perante viagens por razões de saúde ou outros motivos ponderosos, isto para não referir que a indisponibilidade de lugares por parte da SATA Air Açores nas ligações inter-ilhas constitui também uma barreira real de limitação ao crescimento do setor turístico” nas ilhas mais pequenas, clarificou o parlamentar comunista.

Numa declaração política feita na Assembleia Legislativa dos Açores, reunida na cidade da Horta, João Paulo Corvelo criticou também os horários praticados pela transportadora aérea regional que, na sua opinião, “forçaram muitos passageiros a pernoitar nas ilhas de São Miguel ou da Terceira” nos voos entre as restantes ilhas e o continente.

No seu entender, muitos dos problemas verificados na operação da SATA nos Açores derivam do crescimento turístico e poderão agravar-se em plena época alta, podendo mesmo “colocar em causa os benefícios” que o crescimento do turismo trouxe à região.

“Nos anos anteriores verificámos neste período do ano a incapacidade prática de resposta à demanda de transporte aéreo inter-ilhas, nomeadamente por parte da SATA Air Açores, que com uma frota reduzida e horários e rotas discutíveis foi incapaz de assegurar o escoamento expedito e eficaz de passageiros”, recordou o deputado do PCP.

Dificuldades de transporte aéreo denunciadas também pela bancada do PSD, que pela voz do deputado António Vasco Viveiros anunciou que iria chamar a secretária regional dos Transportes à Comissão de Economia da Assembleia Regional, para confrontar o executivo socialista com os “problemas recorrentes” que se verificam na companhia aérea açoriana.

“Sem medidas adicionais, e sem que se veja da parte do Conselho de Administração nem da parte do Governo qualquer iniciativa que possa alterar a situação, a nossa perspetiva é claramente de receio do caos que será a operação turística nas próximas semanas e nos próximos meses”, advertiu o parlamentar social-democrata.

Miguel Costa, de bancada do PS, admitiu a existência de constrangimentos na operação da SATA, mas garantiu que resultam de “dores de crescimento”, lembrando que a companhia aérea açoriana, foi responsável pelo aumento significativo do turismo no arquipélago.

O parlamentar socialista lamentou, por outro lado, que o maior partido da oposição esteja “constantemente a atacar” a transportadora regional, concluindo que “o PSD não gosta da SATA”.

Mas António Lima, do Bloco de Esquerda, lembrou que é o executivo socialista e não o PSD que “não gosta da SATA”, já que é o Governo que pretende alienar 49% do capital social da Azores Air Lines.

“Para quem gosta tanto da SATA, vender parte da companhia não é solução”, ironizou o parlamentar bloquista, para quem a “má gestão” da SATA e as dívidas do Governo à transportadora são os responsáveis pelo descalabro financeiro da empresa.

Também Artur Lima, do CDS, criticou a gestão que é feita da companhia aérea, que no seu entender está tão ocupada a transportar turistas que “não tem lugar para os açorianos”.

O parlamentar centrista referiu-se também ao processo de alienação de parte do capital social da Azores Air Lines, para lembrar que “este processo de alienação não é transparente” e que o Governo Regional não deu ainda as explicações necessárias sobre o assunto no parlamento.

Apesar das críticas, o secretário regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares, Berto Messias, garantiu que os constrangimentos verificados o ano passado na operação da SATA não se voltarão a repetir porque a companhia “está preparada” para a época alta.

“A SATA Air Açores está preparada e pronta para responder ao Verão IATA na nossa região”, assegurou o governante, que quis ainda destacar o papel dos “colaboradores e funcionários da SATA”, que têm trabalhado “afincadamente” para garantir que a transportadora “consegue responder à procura”.

Lusa/Rádio Faial | Foto: Direitos Reservados

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