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De portas fechadas……

Todos falam na importância e no desenvolvimento do Turismo para promover o destino Açores, e do Triângulo, e para dinamizar a economia. Está provado que, de algum tempo a esta parte, este tem sido um dos principais e mais dinâmicos motores da divulgação dos Açores e um dos principais pilares do progresso económico da nossa região e das ilhas do Triângulo. Receitas para fortalecer e consolidar “esta onda” quase todos os dias são apregoadas pelos vários poderes, tanto públicos como privados. Por cá, como frequentemente acontece, parece que andamos em contraciclo.

Neste solarengo dia 22 de junho ainda se encontram encerrados os balneares da nossa mais acessível, frequentada e segura praia – Porto Pim. No exterior uns duches danificados enganam quem os procura porque água é coisa que não corre por ali. A primavera ofereceu dias de Sol abundante e o inicio do Verão, apesar das previsões não serem as melhores, proporcionou um bom dia de praia com vasta presença de pessoas que, em férias ou fora destas, desfrutaram dessa dávida da natureza.

Nas nossas ruas já se observam largos grupos de Turistas. Hoje, na Praia de Porto Pim, com muitos banhistas, se alguma “necessidade fisiológica” surgisse não havia onde fazer, ou melhor: havia no mar, ou fazendo uma “covinha” na areia, e duche exterior que muitos procuraram, também nem pensar. Enfim, isto é uma dura e triste realidade que não é boa, nem abona em nada a nossa terra, a nossa oferta turística, e os residentes também merecem melhor tratamento! Por outro lado, não podemos mais ficar “agarrados” a períodos estanques de funcionamento de vários equipamentos de apoio à atividade turística e ao lazer dos locais porque o clima tem-se alterado e proporcionado, felizmente, algumas novas realidades e o movimento turístico também tem crescido pelo que urge uma adaptação e respostas para estas alterações que nos são favoráveis, como ocorre em muitos outros locais deste Triângulo e deste Arquipélago.

Não esperemos que outros façam o que nos cumpre fazer, e se não fizermos melhor não nos admiremos de não apanhar o “comboio” do progresso, de ficar para trás e de perder oportunidades que podem não se repetir.

Laurénio Tavares

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