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Dados oficiais “desmentem” governo e SATA sobre ligações aéreas ao Faial, afirma Carlos Ferreira

O deputado do PSD/Açores Carlos Ferreira afirmou que os dados oficiais do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) “desmentem” o governo regional e a administração da SATA, que diziam ter havido um decréscimo no movimento de passageiros entre o aeroporto da Horta, no Faial, e o exterior.
“O governo e a SATA dizem ter havido um decréscimo de quatro por cento em 2017 face a 2016, nos meses de julho e agosto, e com esse argumento reduzem as ligações ao Faial. Mas há uma incongruência entre os dados oficiais do SREA e os da SATA. É urgente a clarificação destes dados, pois são a base da planificação dos voos”, afirmou o deputado social-democrata, após a audição da secretária regional dos Transportes e Obras Públicas e do presidente da administração da SATA na comissão parlamentar de Economia.
Carlos Ferreira salientou que os números invocados pela tutela e pela companhia aérea “não são públicos”, ao contrário dos dados do SREA, e exigiu uma “clarificação”.
“Por interpelação do grupo parlamentar do PSD/Açores, o governo regional vai ter de fornecer à comissão parlamentar de Economia os dados da SATA sobre as ligações entre o Faial e o exterior”, referiu.
Em relação à diminuição no número de voos e lugares disponibilizados pela SATA nas ligações entre o aeroporto da Horta e Lisboa, o parlamentar social-democrata considerou que o governo regional e a administração da companhia aérea estão a condicionar o desenvolvimento da ilha do Faial.
“A SATA e o governo regional, ao cortarem os acessos ao Faial – diminuindo ligações e milhares de lugares –, estão a estrangular a ilha e a matar as nossas perspetivas de desenvolvimento”, disse.
Para Carlos Ferreira, o governo regional e a administração da SATA “estão a matar o Faial de forma consciente e propositada, cortando os acessos a esta ilha em termos de voos e lugares disponíveis e não fazendo a promoção da rota Horta-Lisboa”.
Segundo o deputado social-democrata eleito pelo Faial, é de “extrema urgência” reforçar a oferta de voos e lugares nos meses julho e agosto, “dado que as viagens são planeadas com antecedência, não sendo suficiente abrir um voo com apenas 10 dias de antecedência, como aconteceu neste mês de março”.
PSD/Rádio Faial | Foto: PSD

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