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Corporações de bombeiros chamadas a pronunciar-se sobre as viaturas SIV

As corporações de bombeiros vão ser chamadas a pronunciar-se por escrito sobre o modelo de funciomanento das viaturas SIV na Região, no âmbito do projeto de resolução do PSD/Açores sobre o Funcionamento do Serviço de Suporte Imediato de Vida, apresentado em janeiro.

A decisão foi tomada por proposta do PSD/Açores na Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa dos Açores, onde foi hoje ouvido o presidente da Federação de Bombeiros dos Açores, Manuel Silvestre, que considerou um “erro” o modelo adotado pelo Governo para a contratação dos motoristas do SIV “à revelia das associações” de bombeiros.

Carlos Ferreira, deputado do PSD/Açores eleito pelo Faial, salientou, à saída da audição, que as preocupações da Federação de Bombeiros dos Açores são comuns às que constam do projeto de resolução do PSD/Açores e reiterou a necessidade definir um modelo de funcionamento que elimine a precariedade laboral e os riscos atuais que estão associados à prestação daquele serviço de urgência, garantindo ainda a regularidade, estabilidade e qualidade acrescida do SIV.

O deputado social-democrata açoriano lembrou que o modelo adotado pelo executivo regional desde 2012 para as viaturas SIV caracteriza-se por um regime laboral precário com consequências não só para o próprios técnicos que conduzem as viaturas, que trabalham frequentemente 16 horas consecutivas, mas também com riscos para o enfermeiro, para o utente e para terceiros que circulem na via pública.

Carlos Ferreira lembra que esta preocupação foi também assumida pelo presidente da Federação de Bombeiros dos Açores que deixou duras críticas ao modelo imposto pelo Governo regional, nomeadamente à dependência da adesão voluntária dos motoristas ao invés da definição, por parte do executivo açoriano, de um modelo que garanta a regularidade e a estabilidade do serviço.

O social-democrata eleito pelo Faial nota ainda que o presidente da Federação de Bombeiros entende, tal como o PSD/Açores, que o número de horas de trabalho dos técnicos das SIV é claramente excessivo e que é necessário dialogar com as diferentes associações para encontrar um modelo adequado a cada uma das ilhas, já que um serviço desta natureza não pode ficar dependente da adesão voluntária do pessoal.

Carlos Ferreira sublinha ainda que Manuel Silvestre alertou para as “consequências” e para os problemas de ordem laboral que resultaram do modelo adotado pelo Governo açoriano, como se constata no Faial, situação para a qual o PSD/Açores tem vindo a denunciar.

Texto/Foto: GI-PSD/Açores

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