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Câmara Municipal e do Comércio atentas à entrada da SATA na ligação com Lisboa

A Câmara Municipal da Horta e a Câmara de Comércio e Indústria da Horta manifestaram hoje a sua preocupação pela redução do número de frequências nas ligações do Faial com Lisboa, no âmbito da exploração da rota pela empresa regional SATA, que já anunciou que pretende concorrer às obrigações de serviço público de transporte aéreos para os Açores.

Em conferência de imprensa realizada na Câmara Municipal da Horta, ambas as instituições avançaram com as conclusões da reunião que mantiveram na tarde desta quarta-feira, em Ponta Delgada, com o Presidente do Conselho de Administração da transportadora aérea regional.

Segundo José Leonardo Silva, Presidente da Câmara Municipal, a empresa assumiu que pre-tende concorrer às obrigações e que reúne todas as condições para efetuar 5 voos semanais nos meses de abril, maio e outubro, 7 voos semanais nos meses de junho e setembro e 10 voos semanais nos meses de julho e agosto.

Contudo, o facto da transportadora operar com aeronaves de maior capacidade que as utilizadas pela TAP na exploração da rota, fará aumentar a oferta de lugares, influenciando diretamente no número de frequências, sobretudo nos meses de julho e agosto.

Por essa razão, “a Câmara Municipal da Horta e a Câmara de Comércio e Indústria da Horta manifestam-se expectantes à entrada da SATA na exploração da rota Lisboa/ Horta, no âmbito das novas obrigações de serviço público e pretendem acompanhar a atuação da empresa, o comportamento dos passageiros face à oferta, a exploração, dinamização e promoção da rota, no sentido de reavaliar os impactos para a economia da ilha do Faial, da mudança de operador”, lê-se no comunicado conjunto distribuído à comunicação social.

Ambas as entidades remeteram e discutiram com a SATA, um memorando contendo preocupações e exigências importantes para a ilha, entre as quais as relacionadas com o transporte de carga, que afeta sobretudo os empresários e a exportação e produtos, tendo sido garantido que os valores atualmente disponibilizados se irão manter, sendo analisada a possibilidade de aumento de carga por passageiro.

“Manifestámos, igualmente, a nossa preocupação pela continuidade do projeto RISE, que tem atualmente a TAP como parceiro e o Aeroporto da Horta como plataforma de testes, garantindo a SATA total abertura para analisar com a TAP a possibilidade de transferência de parceiro, situação que pretendemos acompanhar de perto, dada o impacto positivo deste projeto para a operacionalidade e segurança do nosso aeroporto”, acrescentou o Presidente da Câmara Municipal da Horta.

Apesar de lamentarem a saída da TAP da operação Lisboa/ Horta, ao fim de 31 anos, e de reconhecerem a exposição positiva que trouxe para a ilha, José Leonardo Silva e Humberto Goulart garantem que vão estar “vigilantes” e que este deve agora ser o desafio da própria SATA, que se espera “seja sinónimo de sucesso”.

Todavia, assumem os dois responsáveis, “na eventualidade do que se encontra projetado para o Aeroporto da Horta não se cumprir ou cumprir-se de forma penalizadora para a ilha, para os seus habitantes e empresários, não obtendo os resultados que agora se anunciam, a CMH e a CCIH serão as primeiras a denunciá-lo publicamente e a reforçar o seu propósito de realizar as necessárias diligências, junto das instâncias com competência e direito nesta matéria”.

Texto/Foto: Município da Horta | Rádio Faial

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