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Câmara Municipal da Horta contribui para a preservação das tradições locais

As Irmandades do Divino Espírito Santo da ilha do Faial vão ser apoiadas financeiramente pela Câmara Municipal da Horta para fazer face aos custos acrescidos com licenciamentos cobrados por outras entidades, para a realização dos Impérios.
As parcerias, formalizadas esta segunda-feira, visam dar resposta às dificuldades com que, de alguns anos a esta parte, as Irmandades vêm sentindo, fruto de uma alteração significativa da legislação, que não tem em conta o caráter religioso e cultural das festas do Divino Espírito Santo, comparando-o a muitas outras manifestações públicas culturais e recreativas.

“Percebendo as dificuldades e que podiam estar em causa a preservação das nossas tradições”, referiu o Presidente da Câmara Municipal, a autarquia estendeu os apoios que já concede ao movimento associativo, para que o pagamento de certas despesas como o lançamento de foguetes, as taxas de direitos de autor ou o acompanhamento policial de cortejos, possam agora ser pagos através dos protocolos celebrados e que se cifram, no total, em cerca de 7 mil euros.
Este apoio, complementar às isenções do pagamento de taxas cobradas pela Câmara, como ocupação do domínio público, licença para realização de festas e bar, pretende ser um contributo no sentido de evitar que hábitos e tradições seculares deixem de se realizar ou se alterem, em virtude de dificuldades acrescidas.

José Leonardo Silva recordou que este problema é comum a todas estas instituições, que o vinham manifestando à Câmara Municipal no contexto do seu projeto de proximidade, o “Pre-sentes no Concelho”, havendo, inclusive Irmandades que já optaram por prescindir do lançamento de foguetes e até mesmo por encurtar percursos dos cortejos de Espírito Santo justamente para não pagar certas taxas.
Neste sentido, realçou, “é quando estamos à frente das instituições que temos de perceber de que forma é que podemos dar o nosso contributo para fazer a diferença e a Câmara Municipal chegou-se à frente”, apresentando esta solução, que tem como preocupação “não deixar perder estas tradições”.

E alertou que os 23 protocolos agora celebrados foram, igualmente, um desafio às Irmandades legalmente se constituírem enquanto tal, encontrando-se, muitas outras em processo de legalização, no sentido de também poderem vir a beneficiar desta parceria.
Por outro lado, José Leonardo Silva relembra que o Espírito Santo é uma festividade com grande implementação nas ilhas do Triângulo, e também na ilha do Faial, que deve não só potenciar a nossa cultura e as nossas tradições, mas, inclusive, interliga-las do ponto de vista do Turismo, e percebendo que a sua existência é também um fator de sobrevivência das nossas bandas filarmónicas.
O autarca concluiu pela importância do ato realizado, no sentido de permitir que os nossos impérios e os inúmeros voluntários que os constituem e representam “saibam com o que podem contar da sua Câmara Municipal”.

Texto/Fto: GI-CMH | RP

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