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BE receia encerramento de fábrica da Cofaco no Pico e exige explicações

O Bloco de Esquerda receia que a Cofaco se esteja a preparar para fechar a sua fábrica no Pico, deslocalizando o trabalho daquela unidade para a fábrica que a empresa tem em São Miguel. Preocupados perante a incerteza que paira sobre o futuro de cerca de 200 trabalhadores e trabalhadoras da Cofaco no Pico, Zuraida Soares e Paulo Mendes enviaram um requerimento ao Governo Regional e já pediram uma reunião com o representante do conselho de administração da empresa nos Açores.

A recente deslocalização de alguns dos processos de produção da área conserveira para a unidade situada em Rabo de Peixe e o recente desmantelamento de equipamentos para posterior embarque via marítima, assim como a falta de informação oficial por parte da empresa, deixa muitas dúvidas sobre o futuro da fábrica, cujo encerramento seria “um enorme atentado à economia do Triângulo e ao desenvolvimento harmonioso dos Açores”, disse Zuraida Soares em conferência de imprensa esta tarde.

“A confirmar-se a deslocalização estamos a falar de um roubo, com um enorme impacto económico e social, sobretudo na ilha do Pico, e que, à sua escala, quase poderíamos comparar com a situação que é vivida na ilha Terceira”, afirmou a líder parlamentar do BE.

O Bloco lembra que a Cofaco tem sido subsidiada por dinheiros públicos na ordem de vários milhões de euros, uma situação que a deveria obrigar a uma responsabilidade acrescida perante os seus trabalhadores. Zuraida Soares lembrou, a propósito, que o BE tem vindo a defender a seguinte proposta, que o PS tem rejeitado: “Empresa que é apoiada com dinheiros públicos, e que tem lucro, deve estar obrigada a ter 75% dos trabalhadores efetivos e não pode despedir”.

Perante a insegurança em que vivem os trabalhadores e trabalhadoras da Cofaco, e perante a dimensão do impacto que o eventual encerramento desta fábrica poderá provocar, o Bloco de Esquerda já perguntou ao Governo Regional, através de requerimento, se tem conhecimento da intenção de encerramento da unidade da Cofaco da Madalena, bem como que diligências irá tomar para o impedir, evitando assim os despedimentos consequentes.

Na memória de todos está ainda o processo que levou ao encerramento da fábrica da Cofaco no Faial, em 2010, que gerou uma onda de protestos por parte das mais de 40 trabalhadoras que se viram obrigadas a escolher entre o desemprego ou a travessia diária do canal.

BE Açores/Rádio Faial | Foto: BE Açores

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