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BE protesta pela adjudicação da central de incineração de São Miguel

O Bloco de Esquerda considera que a construção da Central Incineradora de São Miguel é “um erro grave” que trará “consequências negativas para a saúde pública e o ambiente” e que acarreta um “gigantesco custo económico”, por isso, o BE levou hoje ao parlamento um voto de protesto pela adjudicação da obra pela Associação de Municípios de São Miguel (AMISM).

“Este é um projeto megalómano e insustentável, quer do ponto de vista ambiental quer financeiro, e que custará muito caro aos contribuintes”, alertou o deputado Paulo Mendes, que salientou também a “total falta de transparência” de todo o processo, que se arrasta há muitos anos, e que “só avança fruto de uma vontade desmedida de levar em diante este projeto quando todos os dados indicam que este deve, no mínimo, ser totalmente revisto”.

Tendo em conta que a instalação de uma unidade de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB) a montante da incineração – decisão, aliás, tomada apenas no seguimento da pressão exercida pela opinião pública – pode reduzir para metade os resíduos que serão queimados torna-se evidente que a capacidade de processamento de resíduos está “claramente sobre-dimensionada”. Perante este cenário “é imperativa a revisão de todo o projeto”.

O Bloco de Esquerda continua a luta contra a incineração e a exigir a suspensão imediata do processo para que, de forma séria e transparente, se desenvolva uma solução integrada, ambiental e economicamente sustentável para os Resíduos Sólidos Urbanos em São Miguel e nos Açores.

O voto de protesto foi chumbado por PS, PSD e CDS, partidos que sempre se recusaram, quer em São Miguel, quer na Terceira, a ouvir a população sobre a incineração. Exemplo desta atitude, foi a recusa de realizar referendos locais sobre esta matéria propostos pelo Bloco de Esquerda em 2013, como recordou o deputado Paulo Mendes.

BE Açores/Rádio Faial | Foto: BE

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