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BE considera que caso da USIP demonstra falta de rigor e transparência na administração pública nos Açores

O Bloco de Esquerda considera que o processo despoletado pela exoneração do anterior conselho de administração da Unidade de Saúde da Ilha do Pico (USIP), que esteve em debate hoje no parlamento, veio demonstrar a falta de rigor e de transparência que existe na administração pública nos Açores.

“Nos Açores, vivemos num sistema em que a Região se confunde com o PS, e o PS se confunde com a Região”, disse o deputado Paulo Mendes, referindo-se às interferências partidárias feitas pelo PS junto do conselho de administração da USIP, demonstradas hoje no parlamento dos Açores.

No debate de urgência suscitado por deputados de todos os partidos da oposição sobre o funcionamento da Unidade de Saúde da Ilha do Pico e as ingerências político-partidárias na sua gestão, foram revelados documentos que provam que o aumento salarial que os membros do conselho de administração da USIP atribuiram a si próprios – o argumento que o secretário regional utiliza para justificar a exoneração do anterior conselho de administração – foi aceite pelo Governo Regional, e foram revelados documentos que provam também que “houve interferência partidária na administração da USIP”.

“Há promiscuidade entre a administração pública e o Partido Socialista”, acusou o deputado BE, com base num e-mail, tornado público, em que o deputado Miguel Costa, do PS, dá “instruções à adminsitração da USIP para tomar medidas de acordo com os interesses do PS”.

BE Açores/Rádio Faial | Foto: Direitos Reservados

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