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Autarca das Lajes do Pico acusado de comentário homofóbic

O presidente da câmara das Lajes do Pico está a ser acusado de tecer um comentário homofóbico a um dirigente de uma associação cultural, tendo já sido criticado por várias entidades, pelo seu partido (PS) e pelo PAN.

Em causa está uma proposta que a associação MiratecArts, liderada por Terry Costa, apresentou à câmara açoriana e que passava pela oferta de livros a crianças e jovens das Lajes do Pico durante a edição de 2018 da Semana dos Baleeiros.

O autarca, Roberto Silva, terá respondido internamente ao pedido de apoio por email utilizando uma palavra homofóbica, tendo a mensagem chegado a Terry Costa.

O caso remonta a julho, mas só na segunda-feira a associação MiratecArts divulgou um comunicado explicando a situação.

“A MiratecArts pretende alertar os munícipes e sugerir que Roberto Silva, o presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico (PS), necessita de formação e sensibilização em cidadania, nomeadamente sobre os direitos humanos e a dignidade de todas as pessoas, incluindo a comunidade LGBT”, frisa a entidade num texto publicado na rede social Facebook.

A associação diz-se apoiada por outras instituições como a UMAR Açores – União de Mulheres Alternativa e Resposta, a APF Açores – Associação para o Planeamento da Família, a Associação LGBT Pride Azores e ainda a Opus Gay.

O presidente da Opus Gay, António Serzedelo, definiu como “uma indignidade humana, política e social as palavras do responsável político”.

O PS/Açores, pelo dirigente e deputado pelo Pico Miguel Costa, demarcou-se já dos comentários de Roberto Silva.

“As expressões em causa não refletem de forma alguma a postura de respeito e de defesa que o PS sempre tem tido para com todos, independentemente das suas legítimas opções de vida e orientação sexual”.

E concretizou: “O PS demarca-se e repudia estas declarações, as quais, venham de onde vierem, são lamentáveis e reprováveis”.

O PAN/Açores pediu já, por seu turno, a demissão de Roberto Silva por afirmações que “desrespeitam os mais elementares princípios da democracia, dos direitos humanos e do respeito institucional”.

“O partido considera que deixa de haver condições para o presidente da Câmara continuar no cargo, pois os seus comentários, discriminatórios e desrespeitosos em função da orientação sexual de um cidadão, violam a Carta dos Direitos Humanos e a Constituição portuguesa, tal como não representam os cidadãos e cidadãs da Câmara Municipal das Lajes do Pico”, diz o partido.

Contactado pela agência Lusa, o autarca das Lajes do Pico declarou, por escrito, não ter comentários a fazer sobre a situação.

Roberto Silva é presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico desde 2009.

Lusa/Rádio Faial | Foto: Triângulo Magazine

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