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Atlânticoline diz que o relatório do GAMA “vai ao encontro” das conclusões da empresa

A Administração da empresa pública Atlânticoline, proprietária do navio “Mestre Simão”, que encalhou a 06 de janeiro na Madalena do Pico, entende que a investigação técnica realizada ao acidente, “vai de encontro” às conclusões internas da empresa.

Em causa, um relatório agora divulgado pelo Gabinete de Investigação de Acidentes Marítimos e da Autoridade para a Meteorologia Aeronáutica (GAMA), que conclui que o acidente ficou a dever-se à conjugação de três ondas de “altura significativa” que deixaram o navio ingovernável.

“O relatório agora divulgado vai ao encontro do produzido internamente pela Atlânticoline, S.A., apresentado em maio passado”, recorda a empresa em comunicado, adiantando que, de acordo com o documento produzido pelo GAMA, “a imprevisibilidade da ondulação” no momento da entrada do navio no porto da Madalena, “esteve na origem do acidente”.

A Atlânticoline destaca também o facto de o documento concluir que todos os procedimentos de segurança foram cumpridos por parte do mestre da embarcação, nomeadamente em relação à utilização dos procedimentos disponíveis para contrariar o desgoverno do navio, bem como o cumprimento de todos os procedimentos necessários à evacuação dos passageiros em segurança.

O referido relatório conclui também que, perante as condições de mar que se verificam naquele dia, o navio “não deveria ter operado” no porto da Madalena e recomenda à Atlânticoline que determine, de futuro, uma lista de verificação das condições de tempo e de mar, para apoiar a avaliação dos mestres, antes e durante as viagens.

“Apesar dos elementos a verificar na referida lista já serem, antes do acidente, disponibilizados rotineiramente, a Atlânticoline já integrou uma lista de verificação com as características descritas pelo GAMA nos procedimentos de segurança a bordo de todos os navios”, garante a empresa proprietária do navio.

O ferry “Mestre Simão”, com uma capacidade para 330 passageiros e oito viaturas, tinha sido construído há apenas quatro anos, nos Astilleros Armon, em Espanha, quando encalhou no porto da Madalena, numa das muitas viagens que a empresa realiza entre as ilhas do Faial, Pico e São Jorge, nas quais foram transportados, em 2017, cerca de 600 mil passageiros.

Lusa/Rádio Faial | Foto: Direitos Reservados

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