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Atlânticoline com dificuldades em arranjar navios para a operação de 2017

O assunto está a ser tratado ao mais alto nível e o CE sabe que na passada semana realizou-se uma reunião no Palácio de Santana, entre Guilherme Marinho, assessor do Presidente do Governo e um dos seus homens de confiança politica e pessoal, Carlos Faias, Presidente da Atlânticoline, e o Director Regional dos Transportes, Luís Filipe Melo.

De acordo com as informações que o CE conseguiu obter sobre este assunto, o problema existe porque o armador grego que habitualmente fretava os navios à Atlânticoline não conseguiu assegurar o seu fretamento este ano, devido à falta de equipamentos. As alternativas que se propôs disponibilizar não foram aceites pelo Governo dos Açores, segundo as nossas fontes, devido ao excesso de amianto que um dos navios apresentava na sua estrutura.

O Governo dos Açores confrontado com esta situação, que apanhou a Atlânticoline completamente desprevenida, iniciou de imediato contactos com outro armador, mas as opções não são fáceis pois a época de Verão que se aproxima faz com que as dificuldades de arranjar navios disponíveis, e com as condições para navegar nos mares dos Açores, se torne mais difícil. Segundo o CE sabe as alternativas que estão em cima da mesa, e que são propostas pelo novo armador contactado, apontam para que a operação deste ano seja realizada com dois barcos rápidos, sendo que um ficará adstrito às ligações aos grupos central e ocidental, e o outro irá assegurar as ligações a partir de São Miguel, para Santa Maria e Terceira.

É possível que esta situação possa levar ao atraso no início da operação, que estava prevista para 17 de Maio, uma semana antes das Festas do Senhor Santo Cristo. Contudo, também sabemos que quer em termos políticos quer em termos operacionais, estão a ser feitas todas as diligências para que o início da operação não seja afectada por esta falha de última hora por parte do armador grego, com quem a Atlânticoline vinha trabalhando há já alguns anos.

O CE não conseguiu contactar nenhuma das fontes ligadas ao processo, para confirmar a existência do processo, ou então se o mesmo já se encontra ultrapassado.

Texto/Foto: Correio dos Açores

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