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Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Faial atravessa crise

A Associação Faialense de Bombeiros Voluntários foi fundada em 16 de maio de 1912. Inicialmente instalados no rés-do-chão de um prédio situado na Rua D. Pedro IV, hoje Sociedade Amor da Pátria, os bombeiros da Horta, desde logo passaram a ser respeitados, pelos seus feitos em ações de socorro e salvamento à população.

Nos primeiros anos, não havia meios de transporte auto, possuindo apenas carros de madeira, puxados por um grupo de bombeiros que, com a força dos seus braços, transportavam uma bomba manual que era usada em cisternas e poços de maré. Os populares intervinham ativamente, colaborando no que era necessário, principalmente no transporte de água.

A inauguração da primeira sede, em edifício próprio, data de 29 de junho de 1929, tendo a grande ampliação do mesmo sido inaugurada em 2 de agosto de 1987, onde até hoje se situa, na Rua dos Bombeiros Voluntários.

 

Esta associação foi criada com a finalidade de dotar a Ilha do Faial de um corpo de bombeiros. Um corpo de Bombeiros é uma unidade operacional tecnicamente organizada, preparada e equipada para o exercício de várias missões: combate a incêndios; socorro às populações em caso de incêndios, inundações, desabamentos, abalroamentos e em todos os acidentes, catástrofes ou calamidades; socorro a náufragos e buscas subaquáticas; socorro e transporte de sinistrados e doentes, incluindo a urgência pré-hospitalar, a prevenção contra incêndios em edifícios públicos, casas de espectáculos e divertimento público e outros recintos, mediante solicitação e de acordo com as normas em vigor, nomeadamente durante a realização de eventos com aglomeração de público; emissão, nos termos da lei, de pareceres técnicos em matéria de prevenção e segurança contra riscos de incêndio e outros sinistros; colaboração em outras atividades de proteção civil, no âmbito do exercício das funções específicas que lhes forem cometidas; participação noutras ações para as quais estejam tecnicamente preparados e se enquadrem nos seus fins específicos; exercício de atividades de formação cívica, com especial incidência nos domínios da prevenção contra o risco de incêndio e outros acidentes domésticos.

O corpo ativo e de reserva do Faial em 2014, conta com 57 elementos. No Aeroporto da Horta encontram-se oito Operadores de Socorros e Emergências de Aeródromos (OSEA) e no Quartel dos Bombeiros do Faial, os Tripulantes de Ambulâncias de Socorro (TAS) e os Tripulantes de Ambulâncias de Transportes (TAT) são 16 efetivos.

No ano 2013, os Bombeiros Voluntários contabilizaram 4608 saídas, das quais foram registadas 30 incêndios, 85 acidentes (rodoviários, aquáticos, de trabalho e outros), 3629 saídas de ambulâncias, 79 serviços de prevenção, 588 saídas gerais (deslocações para exercícios, formações, apoios a outras viaturas, deslocações e outros serviços prestados), 189 códigos internos para formações de instrução, três queimadas e cinco falsos alarmes.

Comparativamente a 2013, este ano 2014, tem registado até ao mês de agosto, 24 incêndios, 63 acidentes (rodoviários, de trabalho e outros), 2388 saídas de ambulâncias, 86 serviços de prevenção, 469 saídas gerais (deslocações para exercícios, formações, apoios a outras viaturas, deslocações e outros serviços prestados),107 códigos internos para formações de instrução, 2 queimadas e 1 falso alarme.

Os Bombeiros Faialenses têm sido ao longo destes anos uma mais valia para a população da ilha, para além de todas as suas incumbências, têm também participado em diversas iniciativas. Esteviveram presentes no Terminal Marítimo de Passageiros de 1 a 4 de setembro no âmbito das atividades do Dia da Defesa Nacional 2014, com a intenção de divulgar e dar a conhecer o papel dos Bombeiros no enquadramento da Proteção Civil dos Açores e na sociedade atual.

Nos passados dias 11 e 12 do corrente mês, também aconteceu um simulacro a bordo do navio “Mestre Simão”, o qual, serviu para o conhecimento da organização do navio para o caso de combate a incêndios, e para testar a capacidade de apoio externo, no caso de incêndio a bordo do navio. Segundo o comandante dos bombeiros, este simulacro serviu para relembrar o incêndio que aconteceu há uns anos no navio “Viana”, e para que, caso haja uma situação idêntica, as forças possam agir com mais sabedoria.

No entanto, nem tudo corre de feição no Quartel de Bombeiros do Faial e têm surgido alguns problemas no que diz respeito a apresentação de contas por parte de antigos membros da direção. Em relação ao ano passado, a associação registou uma perda de mais de 50 mil euros no que concerne a venda e prestação de serviços.

http://www.tribunadasilhas.pt/index.php/local/item/8666-associa%C3%A7%C3%A3o-humanit%C3%A1ria-dos-bombeiros-volunt%C3%A1rios-do-faial-atravessa-crise

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