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Artur Lima critica gestão que não dá garantias de segurança a doentes oncológicos no Hospital da Horta

O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Artur Lima, questionou, esta terça-feira, o Governo Regional sobre o caso de uma doente oncológica reincidente, da ilha do Pico, que não está a ser seguida por qualquer especialista na doença no Hospital da Horta.

Num requerimento entregue no Parlamento Açoriano, Artur Lima quer saber “porque motivo não tem o Hospital da Horta especialistas na área da oncologia?” e “porque motivo foi iniciado um tratamento oncológico sem que a utente tenha sido vista por um médico especialista?”, reportando-se à denúncia pública que a própria doente fez através de declarações proferidas à RTP/Açores.

Em causa, recorde-se, está a denúncia pública da doente, no Telejornal da RTP/Açores, no passado dia 5 de abril, dando conta da demora na realização de exames e da falta de acompanhamento especializado no Hospital da Horta, na sequência do surgimento de um segundo gânglio depois de dois anos em tratamentos de radioterapia no Continente para ultrapassar um linfoma diagnosticado em 2014.

“Em janeiro deste ano, após conclusão do primeiro tratamento, foi diagnosticado um segundo gânglio. Entre o surgimento deste novo gânglio, a realização de uma biópsia e a consulta com os resultados das análises passaram três meses. Os tratamentos a esta reincidência oncológica foram iniciados no Hospital da Horta por enfermeiros, sem que alguma vez a utente tenha sido vista por qualquer especialista”, denuncia o Líder Parlamentar popular.

Ora, acrescenta Artur Lima, “não foi garantida à utente qualquer previsão para ela ser seguida por um médico especialista”, sendo que “depois da denúncia pública do seu caso, via RTP/Açores, é que o Hospital da Horta se apressou a anunciar a disponibilização de um especialista em medicina interna para acompanhar esta doente do foro oncológico”.

Assim, para além de querer saber porque motivo não há especialistas oncologistas no Hospital da Horta e porque foi iniciado um tratamento sem que a doente tenha sido vista por um especialista, o Presidente da Bancada Parlamentar democrata-cristã quer saber “quem prescreveu o tratamento a ministrar à doente?”, “porque motivo não foi a utente deslocada para outra unidade de saúde do Serviço Regional de Saúde com condições ao nível das especialidades para lhe ser prestado um atendimento condigno?” e “para quando está prevista a deslocação de um médico especialista em oncologia ao Hospital da Horta?”.

Texto/Foto: GI-CDS/PP

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