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Agricultura açoriana tem de ser valorizada nos mercados, defendeu o PSD/Açores

O PSD/Açores defendeu hoje que a Agricultura da Região “deve ser valorizada ao nível dos mercados”, uma vez que a perda de rendimento dos produtores “é uma evidência que o Governo Regional não tem acompanhado, nem têm sido estudadas alternativas que permitam apontar as soluções adequadas ao futuro das diversas fileiras”, disse António Almeida, deputado e porta voz do partido para a Agricultura.

O social democrata falava após um conjunto de visitas efetuadas na Ilha Terceira, onde reforçou que o grande desafio que se coloca à Agricultura “posiciona-se nos mercados, sendo que é preciso acrescentar valor às produções agrícolas nos mercados não convencionais”.

Segundo António Almeida, “tem de haver investigação e desenvolvimento, tendo a Ciência como base daquilo que é necessário descobrir para essa mesma valorização”, disse à saída de uma reunião com os responsáveis pelo Polo de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.

O parlamentar frisou que a necessidade de novos produtos, para novos mercados, com novos consumidores, “requer apoios públicos ao investimento em inovação e em desenvolvimento, com a integração da comunidade cientifica, através da concertação entre Universidade dos Açores, as industrias, as explorações e o governo, com recurso aos programas da União Europeia”.

Assim, o PSD/Açores defende a implementação de um Programa de Apoio à Investigação e Desenvolvimento de Produtos Agrícolas dos Açores, “como forma de ultrapassar a falta de recursos das indústrias para testar produtos inovadores e chegar a mercados externos capazes de os valorizar, assim como em explorar economias ricas e emergentes”, afirmou.

António Almeida alertou que a atual instabilidade, “resultante de políticas sem orientação estratégica, conduz os produtores de leite e de carne a situações de falência técnica, faltando uma politica orientadora para cada fileira”.

O deputado frisou ainda que a indústria está a sentir “o embate da alteração dos mercados, onde a grande distribuição anula a capacidade de valorização dos produtos lácteos. Que continuam cingidos, em maior escala, ao leite UHT, ao queijo flamengo e leite em pó, sofrendo uma concorrência sem paralelo e com recurso à baixa de preço ao produtor”.

António Almeida critica que “à atual situação, o Secretário de Agricultura reaja com falta de capacidade de resposta a solicitações evidentes, adiando agora a correção dos apoios públicos, com uma possível negociação com a União Europeia após 2020”.

“Responsabilizar o governo socialista da república pelas dificuldades na redução dos custos com a segurança social e com os pagamentos por conta, aos quais são obrigados os agricultores numa situação de crise continuada, é igualmente uma prova clara de incapacidade do titular da pasta”, concluiu o porta voz social democrata para a Agricultura.

Texto/Foto: GI-PSD/Açores

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