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Administração garante que Azorina tem situação financeira “sólida, estável e robusta”

A presidente do conselho de administração da Azorina, Sociedade de Gestão Ambiental e Conservação da Natureza, garantiu hoje que a empresa açoriana tem uma situação financeira “estável” e “sólida”, apesar dos resultados líquidos negativos nos dois últimos anos.

“Dada a estrutura de ativos e de património associado à empresa, podemos considerar perfeitamente uma empresa sólida, estável, robusta em termos financeiros”, assegurou Andrea Porteiro na delegação de Ponta Delgada do parlamento açoriano.

A presidente do conselho de administração da Azorina falava hoje aos jornalistas, depois de ter sido ouvida na reunião da comissão eventual de inquérito ao setor público empresarial regional, onde assegurou que a Azorina tem as “contas estruturadas”, prevendo que os resultados em 2018 sejam positivos.

“O capital (da Azorina) é bastante elevado e, portanto, neste momento, estamos com uma empresa que está em equilíbrio. Por isso, apesar de alguns números não serem tão favoráveis, mas que estão em contraciclo, e, portanto, estamos a tentar ter resultados já em 2018 que indicam que há uma mudança no rumo desses números”, sublinhou.

Na ocasião, a responsável máxima pela empresa pública que gere os centros ambientais e as áreas protegidas nos Açores foi confrontada pelos deputados sobre os resultados líquidos negativos em 2016 (-318 mil euros) e em 2017 (-451 mil euros), números que a responsável admite, mas que quer inverter.

“Esses são os números que queremos melhorar e que em 2018 vão ser alterados. Estamos convictos que durante este ano conseguimos ultrapassar esses números negativos. As expetativas é que haja aumento de receita própria, o que vai permitir equilibrar a despesa direta que está a correr e os resultados do primeiro semestre já são muito positivos”, assegurou.

Andrea Porteiro revelou que no primeiro semestre deste ano já foi alcançada “a mesma receita” do que em todo o ano de 2017, lembrando que “entre 2013 e 2017” as receitas duplicaram, passando de 360 mil para 650 mil euros.

“(Essas receitas) são provenientes da nossa ação comercial dos bilhetes, das bilheteiras, das entradas, mas também das nossas lojas, dos bares associados e das atividades inerentes”, especificou.

A presidente reforça que não houve qualquer impacto com a decisão do executivo açoriano em isentar os residentes do pagamento de entradas, nos cerca de vinte centros ambientais geridos pela Azorina, lembrando que representam apenas “8% do total dos visitantes”.

Questionada pelos deputados se a Azorina poderia ser substituída pelos serviços do Governo Regional dos Açores, Andrea Porteiro recusou pronunciar-se, alegando que é uma decisão que compete ao acionista.

“A justificação da empresa é uma decisão que a tutela é que toma, a tutela define qual é a sua estratégia em termos do sector empresarial. Não compete ao conselho de administração julgar essas questões”, afirmou.

O Governo Regional dos Açores anunciou em fevereiro passado que iria reduzir a sua participação – direta ou indireta – em 17 empresas e associações açorianas, no âmbito de uma reforma do setor público empresarial regional.

A Azorina mantém-se sem qualquer reestruturação ou extinção.

Lusa/Rádio Faial | Foto: Azorina

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