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Administração da Cofaco será ouvida no parlamento açoriano a 07 de fevereiro

A administração da conserveira Cofaco, que anunciou no início do mês o despedimento coletivo de mais de 160 trabalhadores, vai ser ouvida no parlamento açoriano em 07 de fevereiro, na comissão de Economia, avançou fonte parlamentar à agência Lusa.

A audição dos responsáveis reveste-se de particular importância pois, desde o anúncio do despedimento, ainda não houve uma tomada pública de posição dos responsáveis da conserveira, dona, por exemplo, da marca de atum Bom Petisco.

O pedido de audição havia sido feito em meados de janeiro pela bancada do PS.

“Era importante que todos os atores ligados a este processo marcassem presença na comissão e pudessem esclarecer, de forma transparente, tudo o que há sobre esta matéria, para que não restem dúvidas em relação à estabilidade social daqueles trabalhadores”, justificou então, em declarações à agência Lusa, o parlamentar socialista Miguel Costa.

Os deputados do PS, que estão em maioria na Assembleia Legislativa dos Açores, pretendem perceber, através de audições parlamentares, como será a situação laboral destes trabalhadores e quais as perspetivas futuras da Cofaco na ilha do Pico.

Na segunda-feira ficou a saber-se que os representantes da empresa recusaram duas propostas dos trabalhadores para a realização de uma ação de ‘lay-off’ e sua integração na eventual construção de nova fábrica na ilha do Pico.

A conserveira anunciou no início de janeiro o despedimento da totalidade dos trabalhadores na fábrica do Pico, prometendo a readmissão no futuro da maioria dos quadros.

Foi através do Sindicato de Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e Serviços dos Açores que se soube, em 09 de janeiro, que a administração da conserveira se havia reunido com os trabalhadores da empresa no Pico para os informar de que todos seriam despedidos – com direito a indemnização e fundo de desemprego –, deixando a Cofaco de laborar naquela ilha até à construção de uma nova fábrica.

Logo aí ficou junto dos trabalhadores uma “promessa verbal” de que quando a nova fábrica estiver concluída, o que poderá acontecer “entre 18 meses e dois anos”, a maioria dos quadros seria readmitida.

Lusa/Rádio Faial | Foto: Direitos Reservados

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