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Açores vão ter concurso anual de queijos para aumentar a sua promoção e valorização

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas anunciou hoje a realização, a partir de 2018, de um concurso anual de queijos dos Açores, com o objetivo de aumentar a notoriedade da produção regional, a sua promoção e valorização, para facilitar a entrada em novos mercados.

“O Governo Regional vai promover no próximo ano, através do Centro Açoriano do Leite e Lacticínios (CALL), um concurso de queijos dos Açores”, afirmou João Ponte, que falava no final de uma visita à Queijaria Furnense, no concelho da Povoação.

João Ponte adiantou que este concurso terá um conjunto variado de provadores nacionais e internacionais, incluindo chefes de cozinha de renome, especialistas das indústrias do leite e lacticínios e ‘bloggers’, entre outros, para dar a conhecer ainda mais a qualidade dos queijos produzidos nos Açores.

O Secretário Regional salientou que o vencedor do concurso terá direito a usar o selo ‘Ouro’ de melhor queijo dos Açores em 2018, acrescentando que esta iniciativa contribuirá, seguramente, para ajudar as indústrias a encontrar novos mercados para um produto de grande qualidade.

“O queijo é um bom exemplo do que deve ser também o aproveitamento do leite, um bem que produzimos com excelente qualidade”, frisou o governante, para quem é preciso agora que este produto chegue cada vez mais a nichos de mercado para ser mais valorizado e dar maior rendimento aos produtores.

Em 2016, a produção de queijo no arquipélago através das cerca de três dezenas de empresas existentes atingiu 30 mil toneladas e, só nos primeiros cinco meses deste ano, foi registado um crescimento de 6%, comparativamente ao mesmo período do ano anterior.

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas destacou que Portugal importa anualmente cerca de 50 mil toneladas de queijo e que os Açores são responsáveis por 50% do queijo produzido no país, indicadores que demonstram bem que existem, de facto, “boas oportunidades para os queijos regionais conquistarem mais mercado no todo nacional”.

Nesse sentido, considerou que é necessário apostar na inovação e ir ao encontro das tendências e do gosto dos consumidores, algo que tem sido feito, por exemplo, pela Queijaria Furnense, que já produz cinco tipos diferentes de queijo.

GaCS/RM/Rádio Faial | Foto: GaCS

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