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Açores devem exportar pescado para América, Norte da Europa e Leste europeu, afirma Luís Costa

O Diretor Regional das Pescas afirmou, em Ponta Delgada, que é necessário “encontrar novos mercados para escoar o pescado açoriano”, apontando como alternativas ao mercado europeu, os mercados americano e do norte e leste europeu.

Nesse sentido, salientou que vão ser “desenvolvidas parcerias, de modo a que possamos encontrar novos mercados e novos países de destino para o nosso pescado”, acrescentando que, atualmente, a maioria das exportações açorianas de pescado tem como destino “os mercados espanhol, italiano e grego, que atravessam neste momento uma crise económica e financeira”.

Luís Costa falava à margem do Fórum Conhecer o Mar dos Açores, a decorrer na Universidade dos Açores, onde estão a ser debatidos temas como as áreas marinhas protegidas e as atividades marítimo-turísticas na Região.

Na sua intervenção neste encontro, o Diretor Regional das Pescas frisou que, nos Açores, “mais de 90% do pescado descarregado em lota é produto de uma pesca artesanal desenvolvida com respeito pelos valores naturais e pela preservação dos recursos”, tendo em atenção o desenvolvimento sustentável e a proteção do ambiente marinho.

“A mentalidade e o sentido de responsabilidade da classe piscatória para com as questões relacionadas com a gestão de recursos alteraram-se profundamente na última década”, sustentou Luís Costa, salientando que “hoje vemos os nossos profissionais apresentarem e subscreverem a criação de algumas zonas marítimas de proteção e de reserva à exploração piscícola, de modo a garantir o futuro das gerações vindouras”.

O Diretor Regional referia-se à regulamentação aprovada, em parceria com os representantes do setor, que levou à criação de uma zona de proteção à atividade da pesca com artes de linhas e anzóis de palangre de fundo dentro das três milhas e que, em 2017, levará à proibição da pesca com aquela arte dentro das seis milhas.

Luís Costa frisou também “o pioneirismo que levou ao fecho do Banco Condor, que se tornou um caso de estudo a nível internacional”.

O Diretor Regional das Pescas destacou a “importância primordial” que o Executivo açoriano atribui à investigação científica, o que permite um maior conhecimento dos ‘stocks’ piscícolas disponíveis”, assegurando que o Governo Regional vai “continuar a fomentar parcerias com investigadores, de modo a que sejam feitos mais estudos científicos” no mar dos Açores.

“O futuro do setor nos Açores não passa por pescar mais, mas sim por valorizar mais o pescado, de modo a que haja um aumento no valor da primeira venda”, frisou Luís Costa.

Texto:GaCS/GM | Foto:Direitos Reservados| Rádio Faial

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